segunda-feira, 28 de março de 2011

; dentro.

Bem vindo ao meu coração. Se olhares para a tua direita, vês um vazio. Se olhares para a tua esquerda vês solidão, e uma parede rachada. Se olhares em frente vês alguém que não encontro e um futuro escondido, procura bem. Se olhares para trás, vês memórias de amor, e felicidade (falsidade). Não te preocupes, temos esperança para não te afundares nas lágrimas onde estás. :'

sábado, 26 de março de 2011

; um pedaço de algo oculto.

Agora, tudo o que eu quero é ver o teu sorriso de novo. Ter o teu apoio e os teus braços fortes em minha volta.
Quero dizer-te o que sinto, que ainda não sei se realmente é muito, mas alguma coisa é.
Quero o teu apoio, que é um apoio tão forte e tão verdadeiro ! Quero as gargalhadas que temos juntos, e as parvoíces que dizemos. Quero o teu colo, quero os teus olhos, quero as tuas mãos, quero-te por todas as razões. Quero o teu olhar, feliz e envergonhado quando me dás a mão. Quero ver-te triste para conseguir fazer-te feliz, mais uma vez, ver o teu sorriso perfeito, e saber que fui eu a razão dele. Quero olhar-te nos olhos, e virar a cara, novamente, àquela tentativa de contacto. Porque sei que te importas e que o queres cada vez mais.
Quero ouvir a tua respiração, com os olhos fechados, num abraço envolvente.
Recuso-me a lutar, porque esse é o teu objectivo e não to quero tirar.
Um dia, tudo isto vai estar unido, e nós também.
És muito, muito mesmo, simplesmente ainda não o sabes, e eu também não.

domingo, 20 de março de 2011

; caminhos do futuro.

Acabou. Chega de vírgulas, de parágrafos.
Chega de reticências, aquelas que alguns dizem ser sinal de mistério, de um livro em aberto em que não se sabe o que vem na próxima página.
Vou assentar um ponto final e fechar esse livro.
Sofri demasiado por erros meus, e lamento.
Olho para trás. A porta fechou-se e a chave está por dentro. Não há forma de regressar a casa. Agora á minha frente, tenho três caminhos. Três, três, três, três, três ! Estou farta do número três ! O número cansado, que me cansa ! Que me entristece e me enfurece ! Seguindo ..(.)
Tenho agora quatro caminhos. Suspiro, que alívio.
Um indica-me que devo desistir deste número, que devo continuar a minha vida sem pensar em nada disto, ter uma vida enfadonha, tornar-me uma marrona de cabelo atado, e mais tarde vir a ser secretária. Após uma reforma de cansaço, morria sozinha e dependente dos meus 127 gatos. Fim.
Outro caminho indica-me para escolher um número menor, um número como o número um. Escolhia o número um, agarrava-o e nunca mais o deixava ir. Seria feliz, tinha uma carreira de actriz em Hollywood, e era rica e famosa. Tudo seria perfeito até ao ponto em que esse número me fizesse o mesmo que os outros. O número um ía deixar-me e fugir de mim, tal como o dois fez. Fim.
O três não o chegou a fazer, porque nem o agarrei. Quando tentei já era tarde, por isso é que aqui estou, á frente da casa que tem a porta fechada e a chave por dentro, diante dos ( três ) quatro caminhos do meu Futuro.
O caminho número três indica-me para tentar. Tentar e não esquecer. Mas nem vou falar ou referir mais do que o terceiro caminho me diz, porque acabaria sempre magoada e novamente inundada em lágrimas. O três diz tudo.
O quarto caminho indica-me duas palavras. « em frente ».
É esse o caminho que eu vou seguir. Vou caminhar, rumo ao desconhecido, inocente, até chegar a ti.
Até lá, não me rompas o coração.

Não posso mais com isto.

quinta-feira, 17 de março de 2011

; o verão.

Óh Verão ! Que saudades eu tenho de ti ! As tardes que passámos juntos, o sorriso que me punhas na cara, a piscina, as festas, o sol, o biquíni, o sal, as ondas, a praia, as amizades, os momentos, os óculos de sol, os passeios, os barcos, o calor, os peixes, as visitas, a paisagem, as saídas, as pranchas de surf, os cabelos molhados, as noites quentes e estreladas passadas na varanda com a tua companhia, as corridas, os pulos, a alegria, a liberdade, as aventuras, o por do sol, os escaldões, o bronze, os gelados, as bebidas, as férias, obviamente !
Tornas-me, todos os anos, uma pessoa nova, uma pessoa melhor e diferente.
Um dia, quero ser como tu. Quando crescer, quero ser um Verão ! :D
Quero ser um Verão, com todas as vantagens, todos os sorrisos, todos os raios de sol e todas as gotas de água morna do Algarve !
Quero ser todas as manchas de relva nas calças de ganga novas, todas as sapatilhas rotas, quero ser a essência do perfume de côco que tanto uso e abuso, no Verão.
Quero ser aquelas brisas suaves e perfumadas que nos trazem tantas memórias.
Quero ser todas as gargalhadas, todas as cores, todas as texturas. Quero ser todas as queimaduras.
Ser um Verão é difícil, porque não se trata de talento, trata-se de alma.
Mas todos temos um Verão dentro de nós. 
Para mim, por exemplo, o Verão é Marisa.
E vai ser para sempre. Se um dia, encontrares o teu Verão, sorri. Sorri porque, acredites ou não, ele vai estar sempre lá.

sexta-feira, 11 de março de 2011

; retrato de uma vida. ( metallica. )

* Junta-se sangue novo a esta terra, e rapidamente é subjugado pela constante dor, pela constante desgraça. E eu aprendi as regras dele. Eu fui enganada, e errei. Despromovida de todos os meus pensamentos, aguento e aguento, cada dia, e eu sei. Eu sei de tudo, e jurei a mim mesma que a partir deste dia, ele tomaria o seu destino. E o que eu senti, o que eu soube, o que nunca fui, o que nunca vi ! Nunca fui livre e jamais saberei no que me poderia ter tornado, no que poderia ter feito, ter mostrado ! Então, eu nomeio-o imperdoável. Ele dedicou a vida dele a tentar tomar tudo dele, a tentar satisfazer a todos, e acabou por se tornar numa pessoa amarga e inútil. Por toda a minha vida lutei, e vou lutar agora. Uma luta que ele não pode vencer. Estou cansada, sim, mas não importa. Se morrer, preparo-me para morrer cheia de arrependimentos.

* Deita-te ao meu lado, diz-me o que ele te fez. Diz tudo o que quero ouvir, para fazeres os meus demónios fugirem. A porta está trancada, mas vai abrir-se se fores verdadeiro. Se me consegues entender a mim, eu conseguirei entender-te a ti.
Deita-te ao meu lado, sob o céu, o céu maligno, e partilha-o comigo. A porta partiu-se, mas não se vê qualquer raio de sol sobre ela. O coração negro, permanece obscuro, com medo. E o que eu senti, o que eu soube, virando as páginas e as pedras, atrás da porta. Deverei abri-la, para ti ? O que eu senti, o que eu soube, doente e cansada, permaneci sozinha ! Tu poderias lá estar, porque sou eu quem espera por ti. És imperdoável, também ? Deita-te ao meu lado, não vai doer, isso te prometo. Ele não me ama, ele aínda me ama, mas não amará novamente. Ele deita-se a meu lado, mas estará lá quando eu partir. Sim, ele estará lá quando eu partir, morto, decerto que estará. Deita-te ao meu lado, diz-me o que eu fiz. A porta está fechada, tal como os meus olhos, mas agora vejo o sol, agora sim, vejo-o. O que eu senti, o que eu soube, peguei nessa chave e escondi-a em ti, porque tu és imperdoável também.

* Como poderia eu saber que a minha nova aventura mudaria a minha vida para sempre ? Naveguei no mar, mas desviei-me da rota, concentrada na luz do tesouro dourado. Era ele que causava dor nos teus sonhos descuidados ? Com medo, sempre com medo do que tu sentias, poderia ter ido embora, poderia ter navegado, para fora dali. Como posso estar perdida, se não tenho para onde ir ? Procuro mares de ouro ! Como pode isto tornar-se tão frio, como posso estar perdida nas lembranças que revivo ? E como consigo eu culpar-te, se é a mim que não consigo perdoar ? Estes dias tornaram-se vagueantes no nevoeiro, densos e sufocantes. A minha vida de submersão, fora do meu inferno; dentro, intoxicante. E tu encalhaste, porque tal como a tua vida, a água é muito rasa. Escorregando rapidamente, para baixo com o teu navio, desapareceste nas sombras. O que nós tinhamos tornou-se  num naufrágio, e tu fugiste, nadaste para longe. Porque é que não me consigo perdoar ? E como consigo culpar-te, se é a mim que não consigo perdoar ?

Com o apoio de "The Unforgiven I; II; III", by Metallica.

quinta-feira, 10 de março de 2011

; para além do olhar.

A Vida.
É uma tentativa falhada de conhecer a mente do Homem. 
Está entre o génio e a loucura, regride e progride de uma só vez. Porque nada o espera fora dele, nem ele espera nada de ninguém.
Talvez o seu sonho já tenha sido realizado, não havendo mais nada a que se agarrar. Ou talvez saiba que os sonhos são uma constante da Vida, como alguém dissera há muito tempo, mas fartou de esperar pela realidade..


Um dia, vamos chegar mais Além.



quarta-feira, 9 de março de 2011

; coffee break.

Pára um momento, pára de chorar. Respira, e pensa. Imagina que não havia problemas, que não havia guerras, mortes, doenças, imagina que não havia o pecado, o defeito, a tristeza. Imagina que todos nós viviamos a vida em paz, imagina que não havia o racismo, a poluição, a insegurança, a dor.
Não seria tudo muito mais fácil ? Uma vida perfeita, um mundo feliz.
Mas há. Há problemas, há guerras, há mortes, há doenças, há pecados, há defeitos, há tristezas, há racismo, há poluição, há insegurança e dor.
Mas também há os sonhos, os desejos, as felicidades, a saúde. Há os sorrisos, há as famílias, há os amigos, há todos os companheiros que temos. 
Há a música, há o céu, o lindo céu, há a beleza, há a personalidade, há as paisagens, há o ser.
Um ser que não é perfeito, que erra, que perde, que chora. Mas um ser que luta, que segue em frente e que tem um objectivo: Superar os seus erros.
Ninguém é perfeito, ninguém.
E aconteça o que acontecer, repete isto. Pára. Respira. Pensa positivo.
Porque um dia, a vida vai sorrir-te, acredita.
Simplesmente segue em frente. 
Sê feliz.


; quando o coração me sussurra.

o silêncio de um olhar diz-me apenas a verdade
enquanto que por palavras, ouço o que quero ouvir.
mas se o acontecimento permanecer
na imagem da minha mente, eu sei.
eu sei que tenho de seguir em frente
para que não fique presa no sentimento passado.
contudo, não posso esperar muito mais.
por mais que o tempo passe, 
por mais que o relógio me fale,
dizendo que o meu sangue frio e triste corre pelas minhas veias,
abandonadas pelo sentimento que as habitava,
com o vento que as transportava do meu coração roto,
por mais que o vento me sussurre calmamente que já passou
e me embale em canções frias mas reconfortantes,
por mais que olhe para o céu e veja esperança, eu sinto.
estou perdida.
e só eu me posso salvar a mim própria.



a never ending story that starts at midnight of today.
i smile without a reason, but i'm not afraid.
because your memories are more that simply moments that we lived.
because when my heart beats, the story starts, over again.
and when the the tears just want to live a lie ?
the feelings that i had, just made me cry.
because you just didn't knew that this was real.
but now its too late to go back.
someday, we will heal your mistakes.
because your just a misguided ghost.
good bye, dear. this is the end. ♥ )



terça-feira, 8 de março de 2011

; meio buraco meio vazio de ti.

Nunca. Nunca te esquecerei. Foste uma paixão enorme, um suspiro de confiança, foste um beijo de amor, foste a essência do sentimento que aprisionava o meu coração. Foste a mágoa que eu amei, foste a camuflagem para a minha tristeza, foste tudo, foste tudo, tudo, tudo.
Queria-te só para mim, sempre quis, desde o primeiro minuto, sempre. Foste um amor meio-secreto, que eu era incapaz de trocar, ou de substituir. Mesmo nestas circunstancias, onde estamos, eu agradeço-te, agradeço-te por tudo, porque tu foste a minha felicidade. A voz que me dizia que eu podia continuar a caminhar, cega, cega de amor, porque jamáis cairia. Estarias sempre ali, a segurar-me na mão, a proteger-me, a acariciar-me, a dar-me miminhos, e a dizer-me que tudo iria correr bem. Ías fazer vozinhas parvas, só para me fazeres rir, quando vias que eu estava mal. Não te perdoarei, nunca, por me teres deixado, por me teres abandonado, por me teres mentido, por teres fugido, por me teres trocado, por me teres deixado mal, por me teres deixado inundada nas minhas próprias lágrimas, em todas as noites em que pensava em ti. Aquelas em que a almofada estava húmida, os meus olhos doíam, estava morta de cansaço, em que ouvia as nossas músicas, aquelas noites em que eu sentia a tua falta.
Como foste capaz ? Como ? Eras tudo para mim, e tu sabias, sabias que eu dava tudo, tudo, para te ter de volta, sabias que dava a minha vida inteira por ti. Dava o meu sorriso, dava a minha alma, dava o meu sangue, dava tudo. E só de hoje pensar, que és passado, apenas passado, não consigo. Não.
Eu sinto a tua falta, quem pode discordar ? Não foste apenas um grande amor, foste um grande amigo. Eras tu que estavas sempre lá, a morder-me as orelhas, e a passar a mão pelo meu cabelo, a fazer-me ter aquele sorriso, que tanto elogiavas. Tudo faz sentido agora, tudo prova a tua malícia.
Mas recuso-me a voltar ao passado, recuso-me a tentar simplesmente. Não o mereces. Toda a gente o diz. Não mereces nada, não mereces. Não me mereces a mim
Um dia, vais olhar para trás, vais olhar-me como eu te olhava e vais chamar o meu nome. Aí, eu estarei surda á tua voz. Tenho meio buraco meio vazio de ti

; um capítulo de memórias.

O que é que nós somos ? 

Como se denomina a nossa amizade ? 

Nomes cómicos, nada mais. 

Será ?

" Melhor Amiga ". 

Termo forte, bonito mas pouco para nós. 

Talvez porque quando é esse o termo utilizado, referimo-nos a uma pessoa muito especial, e com quem podemos contar sempre. 

Mas não passa de um nome, de um adjectivo. 

Uma minha melhor amiga é especial, é uma pessoa com quem posso contar sempre, uma pessoa que me apoia nem que as minhas atitudes sejam as piores. 

Agora, tu ? 

Tu és a única pessoa que me faz sorrir apenas com o teu sorriso, que apoia as minhas decisões, mas se forem erradas, avisa-me das consequências, e sabe dizer " não !". 

Contigo, tive momentos que não se comparam aos momentos que tive com ninguém em 13 anos de vida. 

Emoções, sorrisos, gargalhadas, lágrimas, dependências, ajudas, confianças, olhares, medos, festas, carinhos, mágoas, zangas, pensamentos, palavras, sentimentos, pesadelos, dores, tivemos e teremos sempre de tudo, Marisa. 

Vou cuidar de ti quando estás doente, vou preoucupar-me em fazer dois testes para teres melhor nota a inglês, vou aconselhar-te, vou limpar as tuas lágrimas, vou fazer-te crepes e cozinhar para ti, vou cair para cima de ti, só para te acordar, vou limpar o teu quarto ás 10 h da manhã de sábado, enquanto estás na explicação, vou fazer um papel e apontar os canais da tua televisão, vou ligar-te a chorar, vou acordar-te para irmos pintar a inês, vou dizer-te coisas estúpidas e fazer caras feias só para não te sentires mal, vou contigo a Castelo Branco comprar umas sapatilhas verdes, vou estragar um colar de 25 euros contigo, vou proteger-te dos cães, vou gozar contigo, vou chatear-te, vou pentear o Yurii contigo, vou correr atrás do tempo, se achar necesário, só para encontrar a nossa amizade tão pura, tão especial, tão complexa mas tão simples e verdadeira. 

Mas o tempo passa, deixando marcas, deixando provas de que existiu naquele momento, e enquanto o sangue escorre da ferida funda e escura que é a solidão, eu estarei aqui, para te levantar a cabeça e lembrar-te de quem és, de que as tuas acções são infinitas, de que podes fazer tudo da tua vida, desde que lhe sorrias e lhe mostres que não tens medo do destino. 

Que não tens medo de falhar, porque sabes que no fundo, não te interessa. 

Estarei sempre pronta para, em qualquer emergência, pegar no Yurii, leva-lo para ao pé de ti, e dizer-te que está tudo bem. 

Já chorei por amor, mas já chorei por amizade, um choro mais doloroso. Já chorei por ti, pela mágoa da amizade verdadeira que diminuia, mas todas as lágrimas derramadas me diziam que tudo iria correr bem. 

Talvez por seres diferente, por te destingires da multidão, por seres quem és, talvez por isso eu te possa dizer um " amo-te " mesmo sentido, e saber que posso confiar em ti, para tudo e para sempre. 

2010 foi o melhor ano do mundo, porque te tive a meu lado, e espero que em 2011 também tenha. para mim, era importante saber o porquê disto tudo, de toda esta amizade, de todos estes sentimentos, de toda a musica, de toda a emoção, de todos os sorrisos e de todo o medo. 

Mas isso não me interessa. 

O que eu quero é que seja para sempre, que nunca na nossa vida tu me deixes, que confies em mim como eu confio em ti. 

O que somos ? 

Somos bananas, e isso é para sempre. 

Amo-te.

; ilusão ?

Aquilo a que chamamos amor, não é mais do que uma simples ilusão, ás vezes.
Não é mais do que um ponto cor-de-rosa na nossa vida, que depressa se torna negro.
Vamos todos perder-nos nessa ilusão, mais tarde ou mais cedo, e quando menos esperarmos, estamos presos.
Porque o amor é como um labirinto, tem vários caminhos, mas uma saída apenas.
Uma saída que não encontro, e sinceramente, embora ás vezes pense o contrário, não quero encontrar.
No fundo, seria a morte da minha alma.
É que não resta ninguém, neste jogo. Ninguém. E todos gostam dele, até se transformar numa mísera armadilha.
E eu mereço o meu amor. Mas está longe, está distante de casa. 
Aqui, não existe nada parecido a "justiça". É isso que o torna tão desejado.
O amor, é apenas uma história, com início e fim.
Nada mais ?

domingo, 6 de março de 2011

; o início.

Início. Um dos pontos mais importantes da minha vida. Aquele que aconteceu, simplesmente.
De um momento para o outro, percebi, passei a perceber tudo, e peço perdão, por não o ter percebido antes.
Por momentos, deixei-me sozinha, na solidão e feliz privacidade dos meus pensamentos. E bastou-me um segundo, um simples segundo, para sentir tudo o que já deveria ter sentido há tempos. E sorri. Sorri com vontade, sorri com razão, enquanto o vento me batia leve na cara, enquanto as minhas mãos sentiam a textura da terra húmida, e os meus pés molhados arrefeciam. E olhei a paisagem, como se fosse uma lição, uma certeza de futuro, uma vida dentro da minha. Era um objectivo, ser tão simples, tão pura, tão encantadora e verdadeira quanto pudesse. E dos meus lábios, saiu um "adeus", que depressa se espalhou por ali. E não doeu, não me incomodou, foi simplesmente uma mudança, uma mudança para melhor, uma decisão, um suspiro de liberdade. E nesse momento, nesse tal segundo, respirei e sussurrei - início. Sorri, e continuei o meu passeio. Obrigado, irmã mais velha, obrigado pelo meu início.