sexta-feira, 27 de maio de 2011
; freeze.
Ás vezes a Felicidade não se demonstra. É algo que queremos guardar para nós, sabes ? Por isso é que achas que ás vezes estou triste. Compreendo. ♥
sábado, 21 de maio de 2011
; vive.
![]() |
| não vou implorar pelo vosso respeito. é algo que têm obrigação de me dar. |
O traço inunda-se na sua própria vida e espalha-se.
Acaba por ficar mais fraco, até que o vento leva todas as partículas daquele vestígio de alma e o traço transforma-se em nada.
Mas isto não acontece só com o traço. Acontece com todas as vidas, todos os seres. Tudo o que é visível, e o que é invisível. Tudo.
De facto, o traço era firme. Era consistente, espesso e forte. Era talvez, com personalidade, um traço confiante. Um traço, uma risca que seguia o seu caminho. Seguia o seu sonho.
E o dedo, o dedo que esbateu a sua tinta era um amigo confiante. Mas acabou por se tornar áspero e doloroso sem ninguém poder dar conta.
E o traço ? Morreu. Tal como os seus sonhos.
Vive.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Ela tem boca torta, nariz grande, cabelo mal cortado, rói as unhas, usa cunhas, mas eu estou apaixonado.
Ele tem espinhas, sardas, pontos negros, e uma boca exagerada, desafina e desatina mas eu estou apaixonada.
Ela é ciumenta, rabugenta, embirrenta e tagarela, intriguista e moralista mas eu estou louco por ela.
Ele faz cenas gagas, altas fitas, não tem confiança em mim, faz-se caro, faz-me trombas, mas eu gosto dele assim.
![]() |
| Gostas de gostar de mim ? |
Diz-se que o amor é cego, deforma tudo a seu jeito, mas eu acho que o amor descobre o lado melhor do que parece defeito.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
; lembras-te ?
Ainda me lembro de quando era inocente.
Naqueles dias em que falava com "w", em que cada sorriso meu encantava mil e uma pessoas.
Lembro-me dos Excelentes e Satisfaz Bem que tirava.
De quando olhava para toda a gente com bondade, e queria que fossem todos meus amigos.
Nunca me preocupava com o que vestia e não chorava por sentimentos.
Sabia defender-me a mim e aos outros.
Lembro-me do olhar carinhoso, bochechas redondas e ar de contente, cada dia.
De pensar que, para saber tudo « só me faltava saber ver as horas, fazer bolinhas com pastilha e assobiar. »
Do meu amor pela Natureza.
De tudo o que ensinei, de tudo o que me ensinaram.
Das boas acções que fazia.
Lembro-me que, todos os dias, sem falta, dava o lanche que a minha mãe me preparava á Ritinha, que não tinha dinheiro para o dela e estava sempre cheia de fome. Adorava vê-la feliz.
Lembro-me de abraçar a minha avó e ajudá-la a fazer bolos; lembro-me de quando eu estava doente, ela tratar de mim e fazer-me aquela massa que eu tanto adorava.
Lembro-me de fingir que guiava o Carocha azul bebé. Achava-lhe tanta piada !
Lembro-me de estar sempre no jardim a colher cerejas e a subir ás árvores, a tentar imitar os gatos, e de me divertir, mesmo estando sozinha.
Lembro-me do quanto a infância era fácil.
Cada dia que a minha mãe ia ás compras dava-me um chocolate, que eu guardava no meu cofre precioso.
As paixões eram só um bichinho cor-de-rosa no coração.
O céu era azul porque alguém o tinha pintado.
Lembro-me de quando eu dizia "não", toda a gente achava adorável.
De brincar com o meu pai ás sereias e aos golfinhos.
Lembro-me de o meu avô me ensinar a assar castanhas, no Outono.
Lembro-me de quando tinham que me arrastar para sair do colo reconfortante e quente dos meus pais.
Lembro-me de quando um doi-doi se curava com um beijinho.
Lembro-me das visitas de estudo e das actividades da escola.
De pensar que o aspecto de alguém não importava a ninguém porque não me importava a mim.
Lembro-me dos meus caracóis perfeitos e das minhas mãos pequenas.
Do relógio que me compraram no Natal.
Lembro-me de quando o menino Jesus resolvia tudo.
De quando ia á missa.
Dos piqueniques com o meu primo e a minha avó.
Do dinheiro que ela me dava e escondia dos outros, cada dia, só por estar « cada vez mais bonita ».
Lembro-me de fingir que o cão era um cavalo, e brincar com ele.
Lembro-me de quando me ensinaram a ser uma senhora.
E o meu maior crime, foi crescer.
Naqueles dias em que falava com "w", em que cada sorriso meu encantava mil e uma pessoas.
Lembro-me dos Excelentes e Satisfaz Bem que tirava.
De quando olhava para toda a gente com bondade, e queria que fossem todos meus amigos.
Nunca me preocupava com o que vestia e não chorava por sentimentos.
Sabia defender-me a mim e aos outros.
Lembro-me do olhar carinhoso, bochechas redondas e ar de contente, cada dia.
De pensar que, para saber tudo « só me faltava saber ver as horas, fazer bolinhas com pastilha e assobiar. »
Do meu amor pela Natureza.
De tudo o que ensinei, de tudo o que me ensinaram.
Das boas acções que fazia.
Lembro-me que, todos os dias, sem falta, dava o lanche que a minha mãe me preparava á Ritinha, que não tinha dinheiro para o dela e estava sempre cheia de fome. Adorava vê-la feliz.
Lembro-me de abraçar a minha avó e ajudá-la a fazer bolos; lembro-me de quando eu estava doente, ela tratar de mim e fazer-me aquela massa que eu tanto adorava.
Lembro-me de fingir que guiava o Carocha azul bebé. Achava-lhe tanta piada !
Lembro-me de estar sempre no jardim a colher cerejas e a subir ás árvores, a tentar imitar os gatos, e de me divertir, mesmo estando sozinha.
Lembro-me do quanto a infância era fácil.
Cada dia que a minha mãe ia ás compras dava-me um chocolate, que eu guardava no meu cofre precioso.
As paixões eram só um bichinho cor-de-rosa no coração.
O céu era azul porque alguém o tinha pintado.
Lembro-me de quando eu dizia "não", toda a gente achava adorável.
De brincar com o meu pai ás sereias e aos golfinhos.
Lembro-me de o meu avô me ensinar a assar castanhas, no Outono.
Lembro-me de quando tinham que me arrastar para sair do colo reconfortante e quente dos meus pais.
Lembro-me de quando um doi-doi se curava com um beijinho.
Lembro-me das visitas de estudo e das actividades da escola.
De pensar que o aspecto de alguém não importava a ninguém porque não me importava a mim.
Lembro-me dos meus caracóis perfeitos e das minhas mãos pequenas.
Do relógio que me compraram no Natal.
Lembro-me de quando o menino Jesus resolvia tudo.
De quando ia á missa.
Dos piqueniques com o meu primo e a minha avó.
Do dinheiro que ela me dava e escondia dos outros, cada dia, só por estar « cada vez mais bonita ».
Lembro-me de fingir que o cão era um cavalo, e brincar com ele.
Lembro-me de quando me ensinaram a ser uma senhora.
E o meu maior crime, foi crescer.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Anda, desliga o cabo, que liga a vida a esse jogo, joga comigo, um jogo novo com duas vidas, um contra o outro. Já não basta esta luta contra o tempo, este tempo que perdemos a tentar vencer alguém. Ao fim ao cabo, o que é dado como um ganho, vai-se a ver desperdiçamos sem nada dar a ninguém. Anda, faz uma pausa, encosta o carro, sai da corrida, larga essa guerra, que a tua meta está deste lado da tua vida. Muda de nível, sai do estado invisível, põe o modo compatível, com a minha condição, que a tua vida é real e repetida, dá-te mais que o impossível, se me deres a tua mão. Sai de casa e vem comigo para a rua, vem, que essa vida que tens, por mais vidas que tu ganhes, é a tua que, mais perde se não vens. Anda, mostra o que vales, tu nesse jogo vales tão pouco, troca de vício por outro novo, que o desafio, é corpo a corpo. Escolhe a arma, a estratégia que não falhe, o lado forte da batalha, põe no máximo o poder. Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada, que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder. <3
![]() |
| never look back. |
domingo, 8 de maio de 2011
; irmã.
Porque a partir de hoje, só confio nos teus conselhos, já que nunca tiveste medo de me magoar.
És uma amiga, uma irmã, uma confidente, uma voz da razão.
És tudo, Jéssica Marina, sabes ? *.*
Obrigada. <3
És uma amiga, uma irmã, uma confidente, uma voz da razão.
És tudo, Jéssica Marina, sabes ? *.*
Obrigada. <3
quarta-feira, 4 de maio de 2011
; i believe in fairytales, because i'm in love.
Com o tempo, as palavras vão ficando mais escassas, os sentimentos mais ocultos, a ponto de parecer que já não existem. Aí, tu descobres que o pior não é encarar os sentimentos, mas sim senti-los e saber que eles se ocultaram a tal ponto como se eles nunca tivessem existido para a única pessoa que realmente deveria saber que eles existiram.
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
« Todos os dias, crianças são maltratadas, adultos são espancados, mulheres são esmurradas em plena rua. No entanto, fazer amor é uma vergonha. »
A gota, bate no fundo da garrafa de vidro e faz um som. Esse som, doce, ampliado e multiplicado mil milhões de vezes, não é um quarto de uma dos meus biliões de gotas de amor por ti. Porque um dia, as nossas sombras vão unir-se. Acreditas no destino ?
Eu acredito. ♥
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
![]() |
| I was cryin' just to get you, now i'm dyin' cause' i let you. |
A gota, bate no fundo da garrafa de vidro e faz um som. Esse som, doce, ampliado e multiplicado mil milhões de vezes, não é um quarto de uma dos meus biliões de gotas de amor por ti. Porque um dia, as nossas sombras vão unir-se. Acreditas no destino ?
Eu acredito. ♥
segunda-feira, 2 de maio de 2011
; ai, os amores.
Amor,
Tu fazias-me voar.
Ele faz-me flutuar no Universo.
Tu fazias-me feliz.
Ele faz-me radiante.
Tu davas-me mentiras.
Ele dá-me amizade verdadeira.
Tu davas-me um beijo.
Ele dá-me um sorriso.
Tu nunca te cansavas de vencer.
Ele partilha a vitória comigo.
Tu resumias-te a olhares.
Ele dá-me abraços.
Tu eras indirecto.
Ele diz logo.
Tu davas-me sorrisos.
Ele dá-me gargalhadas.
Tu aquecias-me, como o Sol.
Ele é o meu Sol.
Tu invejavas.
Ele simplesmente me quer.
Tu escondias-me.
Ele quer mostrar-me ao mundo.
Tu expiravas-me.
Ele inspira-me.
Tu tinhas vergonha.
Ele conta-me.
Tu rejeitavas.
Ele gosta.
Tu eras forte.
Ele é um guerreiro corajoso.
Ele tem o meu.
Um dia, conto-te uma história. ♥
Tu fazias-me voar.
Ele faz-me flutuar no Universo.
Tu fazias-me feliz.
Ele faz-me radiante.
Tu davas-me mentiras.
Ele dá-me amizade verdadeira.
Tu davas-me um beijo.
Ele dá-me um sorriso.
Tu nunca te cansavas de vencer.
Ele partilha a vitória comigo.
Tu resumias-te a olhares.
Ele dá-me abraços.
Tu eras indirecto.
Ele diz logo.
Tu davas-me sorrisos.
Ele dá-me gargalhadas.
Tu aquecias-me, como o Sol.
Ele é o meu Sol.
Tu invejavas.
Ele simplesmente me quer.
Tu escondias-me.
Ele quer mostrar-me ao mundo.
Tu expiravas-me.
Ele inspira-me.
Tu tinhas vergonha.Ele conta-me.
Tu rejeitavas.
Ele gosta.
Tu eras forte.
Ele é um guerreiro corajoso.
Tu eras um cavaleiro.
Ele é um príncipe.
Tu tinhas um sorriso lindo.Ele tem o meu.
Tu eras bom.
Ele é lindo.
Tu tinhas dom.
Ele tem-me a mim.
Um dia, conto-te uma história. ♥
domingo, 1 de maio de 2011
; GG.
Glória.
Já alguém sabe o que isso é ?
É mais que uma história, é uma vida.
É perder e festejar a vitória.
É viver uma canção, mas não de embalar.
É estar triste, mas continuar a voar.
Glória é não ir abaixo, mas não subir demasiado alto.
É poder sorrir em momentos difíceis.
É saber que superámos medos, e que vamos melhorar.
É admitir que errámos.
É ter ondas de emoções, como no mar.
Perdemos, mas ganhámos.
E vamos continuar a trabalhar e a ganhar.
E a sorrir, claro, porque o mundo está todo connosco.
Já alguém sabe o que isso é ?
É mais que uma história, é uma vida.
É perder e festejar a vitória.
É viver uma canção, mas não de embalar.
É estar triste, mas continuar a voar.
Glória é não ir abaixo, mas não subir demasiado alto.
É poder sorrir em momentos difíceis.
É saber que superámos medos, e que vamos melhorar.
É admitir que errámos.
É ter ondas de emoções, como no mar.
Perdemos, mas ganhámos.
E vamos continuar a trabalhar e a ganhar.
E a sorrir, claro, porque o mundo está todo connosco.
Subscrever:
Comentários (Atom)






