quarta-feira, 18 de abril de 2012

Horrivelmente Limitada

Estou farta de prometer mentiras forçadas. Mais do que intransmissíveis metáforas, as tão consagradas quando se trata de mim. Faz tudo parte do mesmo episódio, do mesmo capítulo, do mesmo reconciliamento que cada par transforma entre sim, cantando e tocando-se apressadamente sem sequer sentir o sabor doce mas diferente, como chocolate com malagueta. Uma experiência incomparável, palavras que saem das bocas não só dos cozinheiros mas também daqueles cujo pecado é a gula.
Mas as minhas não têm a noção de onde pensam que vão, são metáforas demasiado desleixadas ou até intocadas, porque ainda há muita verdade por dizer.
O karma é bastante compreensível, demasiado perfeito para um tal organismo dos membros conservadores da minha memória. E eu fiz mal em tocar nisso, em pensar e nem dizer a verdade para meu próprio bem, por meu próprio egoísmo. Tivesses juízo. Reflecte-se a dor do grilinho falante, da consciência. E, complexidades à parte, há consequências, estas bastante dependentes das propostas de "já estava a prever".
Protege e defende os eleitos à sensibilidade do órgão recolector de golpes de intensidade das ligações: O cérebro é re-eleito presidente em cada segundo. Se não funcionar em condições continua a ignorar o povo enigmático e esfaimado. O senhor presidente e os seus secretários sempre serão gulosos. O sufrágio do povo nunca é válido.
E como o tempo se deixa passar entre as horas existentes para próprio entretenimento. Até aposto que algo que gira os ponteiros se distrai porque também se está a divertir e chora, porque acaba desempregado. Lá se vai o conceito de "Hypopherinia". É o défice de justiça entre quem come e quem cultiva. É aborrecido, mas já ninguém compreende. Mas o contributo de algumas figuras de paz enlouquece o aparecimento de injustiça, e esta é vingativa.
Todos os indivíduos da minha geração são destinados à infeliz vontade de não poder fazer o que se quer e o que se ama, de alargar talentos; abrindo caminhos de pregos ferrugentos para fazer o que rende mais, lutando indiscretamente o desemprego: a vergonha da vida, supostamente. Algo que possa lutar à necessidade em níveis elevados de ser feliz, morre.
E o que é importante dito por poetas, deixou de interessar. Esconde-se em poços fundos e inalcansáveis  por 99 % da população insatisfeita pelas actividades económicas, principalmente.
Já nem o céu permite felicidade a quem o olha, porque outros desafios são colocados, nomeadamente a acção da poluição luminosa. O calor já abafa, o ar já aperta, o frio já contrai cada músculo. Estes, reduzindo progressivamente a normalidade da situação, perturbam a união anónima e natural das coisas.
No âmbito da defesa da ajuda à paisagem, a recuperação internacional faz face ao próprio poluidor, e há muitos.
É o peso da sociedade: ficamos a olhar uns para os outros em vez de uns pelos outros. Os justos pelos insignificantes. Se calhar é altura de parar de ouvir e começar a agir, pelo próprio benefício. Como cidadãos temos o direito de contrariar a felicidade e soltá-la de vez em quando. Quando surgem os desafios e problemas.
São temas que nem me dizem respeito, dizem os adultos. Curiosamente, muitos deles são completamente indiferentes à comunidade.
Mas o intelecto ainda conta.

4 comentários:

Luís Pinto disse...

Cada vez te invejo mais! xb
Fogo... tu dizes coisas tão mas tão acertadas... :b

Joana Margarido disse...

Ó Luís que mentira! Digo é demasiadas parvoíces xD

Luís Pinto disse...

É é... esta bem esta. Tu não tens noção mesmo... :)

Joana Margarido disse...

Oh tu também não tens noção de como escreves :)