quarta-feira, 30 de maio de 2012

Até ti.

No despertar de Junho já rebentarão botões de cereja, como em todos os anos.
O Futuro, tal como o Destino, é fatal e inevitável a um nível bastante elevado. Mas isso não lhe importa. O Futuro nasce a cada segundo com uma força intensamente versátil e poderosa. E eu que nem costumo falar nele. Não gosto de o planear porque ele próprio acha divertido contrariar-me as vontades, e ainda se ri da minha miséria. É por isso que o deixo decidir o que fazer comigo: Porque as cerejas amadurecerão de qualquer maneira, no despertar de Junho. Nem que elas escolham não o fazer.
Mas o Passado não gosta dessa decisão, sabes? Ele gosta que as pessoas se agarrem a ele com garras e dentes, e é por isso que é sempre considerado o mau da fita, no fim da história. Por tudo, por nada, por alguma coisa. De qualquer maneira eu só o visito de vez em quando.
Alguns casos de passado foram vividos de forma aleatória e voluntária, e outros de forma violenta, mas, independentemente disso, até à morte do Passado, o Futuro permanece lá. Porque o Futuro depende do Passado, e, para os que acreditam no Destino, o Passado depende do Futuro.
E como me transtorna fazer tudo tanto sentido. Como me choca o facto das peças do puzzle encaixarem sempre tão perfeitamente, sem um único erro de relevo. Esses, são as mentiras, mas isso já é outra história.

Valorizando a vida, não houve grande iniciativa da parte de muitos em torná-la mais produtiva, menos solitária em relação a memórias. Mas a verdade é que não é um assunto propriamente simples, a saudade.

domingo, 20 de maio de 2012

Segunda-feira.

Acho que não sou eu que tenho problemas.. É o mundo que parece ter um problema comigo. Eles julgam-me antes de me conhecerem, e é por isso que eu acho que fico melhor sozinha.
Ouve, isto costumava ser a minha monótona realidade, mas a rotina mudou. Tu não te importas que eu esteja despenteada ou que tenha o verniz estalado.
Odeio segundas-feiras.
Principalmente no início da semana, quando acordo, ainda me sinto meia zombie e fico colada à cama a debater comigo qual seria a melhor desculpa do dia para ficar a dormir. Quando finalmente chego à conclusão de que nada disso valeria a pena, arranjo coragem e armo-me em Hércules, salto da cama e espreguiço-me forçadamente. Depois, vou ler uma mensagem tua, porque enquanto fazia tudo isto, já tu tinhas tido tempo para te preparares. Dispo o pijama e visto a roupa do dia-a-dia. Vou lavar a cara, pôr as lentes de contacto, lavar os dentes e ajeitar o cabelo. É normalmente quando me calço que ouço "Joana Filipa, despacha-te que já estamos atrasadas!". 
Maquilho-me, meio à pressa e lá vou eu, sem tempo de tomar o pequeno-almoço. Esqueço-me da mala no quarto e tenho que subir as escadas todas desde a garagem ao andar do meu quarto. E quando finalmente chego ao carro tenho tempo de pensar "Será que chego a tempo de receber um beijo matinal?". A resposta é quase sempre negativa, tu sabes, mas quando és a primeira pessoa que eu vejo pela manhã o meu dia muda completamente, acredites ou não.
Na primeira aula, a de Matemática, nem dormir consigo, devido ao barulho. Então limito-me a desenhar, a brincar com a calculadora ou a escrever sobre ti.
Naqueles intervalos em que não estou contigo penso em estar, entre as brincadeiras do intervalo das 10:00 h. E nos que estou, entrego-me a ti.
E fico o resto da manhã a pensar "Hoje, depois das aulas, vou logo para casa!" até que chega o momento, e a vontade é pouca, e o sentimento é mais forte que eu e lá fico eu mais umas horas na cidade só para estar nem que sejam 5 minutos contigo.
Compensa sempre.
Isto é assim há 4 meses, isto vai continuar a ser.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Idiotas!

Caros amigos, colegas, familiares e conhecidos... Qual é o vosso problema com a segunda pessoa do pretérito perfeito?
Numa (por exemplo) pergunta como "Já comeste?" não se escreve "comes-te" mas sim comeste, não se escreve "pensas-te" mas sim pensaste, não se escreve "ignoras-te" mas sim ignoraste, não é "beijas-te" mas sim beijaste (...).
É que o erro gramatical é tão ignóbilmente comum que só posso achar que muita gente faz de propósito.

Pessoas no geral e palermas em particular, qual é a dificuldade em perceber a diferença entre as duas formas verbais? Ao lerem, não percebem que os sons são diferentes?
Riam-se de quem acha que África é um país da América do Sul. Isto não é melhor.
Quem está aborrecido ao ler isto, já deve estar a perguntar: "Então, já acabas-te?". Ao que eu respondo "Já. E tu, já les-te?". Não faz sentido. Nenhum. A sério.
Parem um pouco para pensar, se não estiverem demasiado ocupados a ver na TV programas inibidores do desenvolvimento cerebral.
"Percebes-te?"


terça-feira, 15 de maio de 2012

Soja!


I never really got why we're here
Just look at all we build in our lives
And we all disappear
A few of us are born with so much
While most of us is just chasing down a dream that we just can't touch
So why we try so hard in this place?
When pain and suffering is a guarantee
And happiness is a phase
I wonder if one day we're at peace
Or will this whole world just become like the middle east?

But when i (we) was (were) younger, when i (we) was (were) younger
I had the answers, i've gotta say
But all of my answers, now that i'm older
Turn into questions, in front of me

I wonder where we go when we die
If there is anything past our lost sun and our sky
Cuz airports only take us so high
Is it hidden in the stars?
What's the answer to your soul liying?
I wonder do we get to come back
I wonder if i will remember these questions i've asked
Or will i just start over again
I hope it's not too hard to find all of my old friends.

I wonder if we get one true love
Or maybe there's a few out there
Or maybe not even one
I wonder if it's made up by man
I wonder if love is what we make with our own two hands
I wonder why i write all these songs
I wonder if you know what I'm saying when you sing along
And will you know my name when i'm gone
Or are you just too sick of these love songs?

http://www.youtube.com/watch?v=f7b65sUhJFM

domingo, 13 de maio de 2012

meio vazia.


Ando confuso, compus versos que não senti
A minha vida sou eu versus o mundo mas um “eu” não sem ti
Ou nem sei bem se se trata disso, trato do quê?
Devia-me tratar mesmo, tratem de mo dizer
Vou escrever até passar ou entender o que te move
Não sei se hei-de amar porque só amo o que não posso
Se para ti te dá gozo eu trato de me censurar
Tu só vais desejar-me no dia em que eu te deixar
Mudando de assunto para outro: odeio o espelho
Mostra-me mais louco, mais velho mais feio, mais estranho
Leio, escrevo, escrevo, leio, nunca é suficiente
Sozinho na rua, na mente tenho tanta gente
Se um dia eu for o topo não fico assim arrogante
Não estou a dar para estrela, sempre brilhei distante
Se achas que eu ando a ler dicionários
Não preciso de palavras caras, eu quero que nem interesse
Quero que nem interesse tudo e quando digo tudo
Digo o mundo que até já me mandou dar uma volta a mim há muito
Para mim há duas maneiras de passar a vida
Afastares-te do sistema ou fazeres o que o sistema te dita
Eu claro não ia ficar a ver, ficava revoltado em casa
A escrever a endoidecer
Quando eu ignorar a história escrevo livros
Sobre a condição humana de estarmos presos à ideia de sermos livres
Simples, amostras de memórias
Frases e imagens do pretérito impelem-me insónias
Não sou ninguém e também não sou o único
Arrepia-te quando abraças alguém, pode ser o último
Não vou andar a vida toda
A procurar um atalho para a tua volta
Vai se queres e leva a tua indiferença
Pelos segredos que te dei para agora me dares a tua ausência
Não quero viver num eterno retorno
Porque eu sou rei mas caio sempre do trono
Sem ti, sem ti é a mesma coisa
Tu é que deixaste de sentir
Mas o nosso desejo é desigual
Não há problema mesmo morto eu vou ser eterno na minha cabeça
Tropa se eu partir desta um dia a gente vê-se
Nessa fábula
Enquanto te odeio
Por me atirares à cara o que fiz porque te quero
Evito pensar em ti, mas não sei
Fazê-lo devido ao desejo que pelo teu corpo tenho
A culpa não sou eu que a tenho
Lá por tu ma mandares não quer dizer que apanhe
No princípio eras doce, no fim ficaste o oposto
Dizem que estás cada vez mais bela devo estar um monstro
Fogem-me sempre as pessoas que eu gosto
Porque eu penso que não preciso dizê-lo e que se nota que eu gosto
O sonho é a realidade que nos foge
Adormeço a pensar em ti acordo a pensar em nós
E sei que para ti está tudo resolvido
Parece que vivi outra paixão sozinho
E forço-me a não pensar nisso
E penso em mais coisas que quero dizer e está tudo dito
Então o que é que eu tenho escrito?
Outra vez esse medo de escrever sem um objectivo
Quando este som acabar vais passar a frente ou pensar?
Quando é que vais mudar e deixar de esperar?
Deixa-me desesperar, eu não espero mais
Da vida do que aquilo que ela ofereceu aos meus pais
O teu silêncio são pedras no meio do meu barulho
Tu preferes o amor ou o orgulho?




sexta-feira, 11 de maio de 2012

; o lado oculto da lua

 Estou tão farta da mesma rotina.
Asneira, arrependimento, pedido de desculpas.
PRECISO DE PRAIA COM URGÊNCIA, já que deitar-me na relva já só trás memórias tristes.





terça-feira, 8 de maio de 2012

; Luisínho !

Lá estava o Camões, na aula de Português, acusando o Amor da sua própria insaciável sede, naquele engano de alma, ledo e cego.
E o destino não deixa durar muito nos saudosos olhos brilhantes e o nome que no peito escrito tinha. As lembranças que lhe moravam na alma.
« Tu, só tu, puro Amor, com força crua
Que os corações humanos tanto obriga (...)
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga. »

E eu que sempre te julguei difícil de entender mas hoje entraste dentro da minha cabeça de uma maneira inexplicavelmente necessária.
Já não vejo as coisas da mesma maneira.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Saberes.

É embaraçoso questionar-me vezes sem conta o porquê de ser assim, rude, insensível e ás vezes repetitiva, com as minhas falinhas mansas, problemas pequeninos, com as minhas manias e com as minhas manhas, porque sim Francisco, eu sou .
É a palavra que melhor me descreve e nem tenho vergonha de o admitir. Sim, sou mázinha e não digo que não goste de o ser. Sabes bem que quando tenho uma oportunidade de dizer "amo-te" eu digo "odeio-te". Aleijo-te, insulto-te, deixo-te triste. Mas não penses que é por mal porque não é, é só a minha maneira de ser e não estou bem habituada a ela ainda. Mas a verdade é que sou assim há quase 15 anos. Respondona e bem arrogante, guardando em mim todos os segredos transparentes aos meus olhos, invisíveis aos dos outros. E sabes que mais? Tu consegues ver. Tu consegues descobrir o brilho do "amo-te" atrás do meu "odeio-te", tu consegues ver o lado oculto nas minhas agressividades, o lado doce, o lado que só por te estar a tocar, nem que fiques chateado, embaraçado, dorido, triste... O lado que pensa que isso tudo vale a pena por tu entrares nos meus sonhos todos os dias, sabes? E como é bom olhar para a lua, ouvir a trovoada, a chuva e o granizo, sentir disputas entre familiares, amigos e conhecidos, sentir o peso da sociedade, perceber o "acordar" para um mundo tão perfeitamente feio, tão cruel, dizendo melhor; mas saber, mais do que tudo que tu estás aqui para mim. Saber que tu me defendes, que me arrumas dentro do teu coração. E a dor de ser, que só a sente quem a tem, a dor de ir mais além? Ela não se dá por satisfeita e é guardada mais uma vez de lado. Claro que sei que ela volta.. E acredites ou não meu amor, a dor volta todos os dias, faz-me pensar que estou doente sentimentalmente. Ela quer que eu acredite que tudo acabou aqui. As oportunidades. Mas tu acordas-me tão bem. És responsável, és honesto, és compreensível e descobres toda a área do meu coração para mandares lá o teu, que é bem maior que o meu, porque acredita que tu tens muito para dar. Ao mundo.
Ás vezes choro um bocadinho por dentro quando olho para ti porque tu merecias tanto melhor, merecias um mar de liberdade, um céu de navegação. Mereces tudo o que queres e eu sou pequenina. Uma num milhão e isso não te devia chegar.
Confesso que isto foi tudo muito escrito à pressa, confesso que provavelmente nem valia a pena ter escrito tudo isto mas um vício é um vício e sabes que mais? Tu fazes-me perder os maus e agarrar os bons.


Amo-te.