domingo, 13 de maio de 2012

meio vazia.


Ando confuso, compus versos que não senti
A minha vida sou eu versus o mundo mas um “eu” não sem ti
Ou nem sei bem se se trata disso, trato do quê?
Devia-me tratar mesmo, tratem de mo dizer
Vou escrever até passar ou entender o que te move
Não sei se hei-de amar porque só amo o que não posso
Se para ti te dá gozo eu trato de me censurar
Tu só vais desejar-me no dia em que eu te deixar
Mudando de assunto para outro: odeio o espelho
Mostra-me mais louco, mais velho mais feio, mais estranho
Leio, escrevo, escrevo, leio, nunca é suficiente
Sozinho na rua, na mente tenho tanta gente
Se um dia eu for o topo não fico assim arrogante
Não estou a dar para estrela, sempre brilhei distante
Se achas que eu ando a ler dicionários
Não preciso de palavras caras, eu quero que nem interesse
Quero que nem interesse tudo e quando digo tudo
Digo o mundo que até já me mandou dar uma volta a mim há muito
Para mim há duas maneiras de passar a vida
Afastares-te do sistema ou fazeres o que o sistema te dita
Eu claro não ia ficar a ver, ficava revoltado em casa
A escrever a endoidecer
Quando eu ignorar a história escrevo livros
Sobre a condição humana de estarmos presos à ideia de sermos livres
Simples, amostras de memórias
Frases e imagens do pretérito impelem-me insónias
Não sou ninguém e também não sou o único
Arrepia-te quando abraças alguém, pode ser o último
Não vou andar a vida toda
A procurar um atalho para a tua volta
Vai se queres e leva a tua indiferença
Pelos segredos que te dei para agora me dares a tua ausência
Não quero viver num eterno retorno
Porque eu sou rei mas caio sempre do trono
Sem ti, sem ti é a mesma coisa
Tu é que deixaste de sentir
Mas o nosso desejo é desigual
Não há problema mesmo morto eu vou ser eterno na minha cabeça
Tropa se eu partir desta um dia a gente vê-se
Nessa fábula
Enquanto te odeio
Por me atirares à cara o que fiz porque te quero
Evito pensar em ti, mas não sei
Fazê-lo devido ao desejo que pelo teu corpo tenho
A culpa não sou eu que a tenho
Lá por tu ma mandares não quer dizer que apanhe
No princípio eras doce, no fim ficaste o oposto
Dizem que estás cada vez mais bela devo estar um monstro
Fogem-me sempre as pessoas que eu gosto
Porque eu penso que não preciso dizê-lo e que se nota que eu gosto
O sonho é a realidade que nos foge
Adormeço a pensar em ti acordo a pensar em nós
E sei que para ti está tudo resolvido
Parece que vivi outra paixão sozinho
E forço-me a não pensar nisso
E penso em mais coisas que quero dizer e está tudo dito
Então o que é que eu tenho escrito?
Outra vez esse medo de escrever sem um objectivo
Quando este som acabar vais passar a frente ou pensar?
Quando é que vais mudar e deixar de esperar?
Deixa-me desesperar, eu não espero mais
Da vida do que aquilo que ela ofereceu aos meus pais
O teu silêncio são pedras no meio do meu barulho
Tu preferes o amor ou o orgulho?




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