sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ontem disseste-me que a vida continuava e que ficaríamos aqui para sempre, ao sol, soltando leves respirações coordenadas para a atmosfera. Disseste que os pássaros cantariam até ás tardes de Novembro, admitiste o erro e a vergonha, a mágoa e a solidão.
Ontem admiraste o vento e os lençóis brancos, fingiste a imperfeição tão simples para a tua realidade, preferiste o difícil ao doce, o céu azul ao céu estrelado.
Ontem pressionaste a palma da tua mão contra a minha omoplata dorida, moveste o sol num império transparente de naturalidade, de facilidade, de eficácia. Ontem foste o escritor, o encenador, o realizador, e o actor principal, o herói deste mundo matreiro, materialista e malcriado, ontem foste parte de um futuro condensado, apesar de todo o teu passado condenado.


Mas a história é bem mais que isso.

Sem comentários: