O que reti da aula dele?
De cabelo grisalho e olhos esbugalhados detrás dos óculos cujas lentes estão muito limpas; sinais de calvície e sobrancelhas volumosas, mãos cobertas de pelos e unhas rentes, dentes amarelados e veias salientes.
Camisa ás riscas entalada nas calças de ganga vincadas, numa tentativa de rejuvenescer. Tem rugas profundas nos olhos, quando ri, mas não o evita. Nariz bicudo, lábios pouco desenhados.
Carrega nos s's, pronúncia da (s)Serra da Estrela.
Sarcástico.
Sereno.
Sábio, talvez.
Impávido.
Obcecado por um certo tipo de arrumação.
Defende que a individualidade é sagrada.
Acredita que uma bomba atómica pode servir de pisa-papeis.
Somos todos diferentes.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
O que se passa, o que se passa convosco pessoas?
Só se interessam em atenções, vestidos nos vossos smokings e nos vossos vestidos de baile. Rodeados de luzes brilhantes, com as malinhas de mão recheadas de dinheiro. Mal ganho e mal gasto, na maioria dos casos.
"Perdoe-me que vou usar os lavabos." E elas retocam o batom e eles endireitam as gravatas. Elas endireitam desconfortavelmente o peito e eles alisam a camisa. Elas compõem o cabelo, tal como eles. E saem com o sorriso mais triste, mais comprado, mais desesperado que há.
Bebem o seu Martini e vão para casa acompanhados. Acordam sozinhos.
Um dia vão perceber que perceberam tarde.
Só se interessam em atenções, vestidos nos vossos smokings e nos vossos vestidos de baile. Rodeados de luzes brilhantes, com as malinhas de mão recheadas de dinheiro. Mal ganho e mal gasto, na maioria dos casos.
"Perdoe-me que vou usar os lavabos." E elas retocam o batom e eles endireitam as gravatas. Elas endireitam desconfortavelmente o peito e eles alisam a camisa. Elas compõem o cabelo, tal como eles. E saem com o sorriso mais triste, mais comprado, mais desesperado que há.
Bebem o seu Martini e vão para casa acompanhados. Acordam sozinhos.
Um dia vão perceber que perceberam tarde.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Boneca remendada?
Já não sei de nada.
Por alguma razão perdi o apetite habitual:
Já não quero sair até tarde, já não quero ir a festas. Já não quero usar sapatos altos nem dançar.(Será que o fazia à procura dele?)
Fui alertada. Será que cresci ou será que me tornei significativamente mais infantil?
Porque ando cansada? Porque ando nervosa? Porque ando vidrada? Porque ando desinteressada, desinteressante? Porque é que já não desejam a minha companhia? Será que fui deixada?
Hoje sinto-me um cachorro. Um cachorro que cresceu sem dar conta, cujos donos enfiaram à força na mala do carro. Guiaram sempre em frente e deixaram-me longe. Nunca mais me virão buscar. Nunca mais vou ter diamantes em lugar dos olhos.
Perdi-me e não me consigo encontrar.
Não se pode agradar sempre a toda a gente.
Por alguma razão perdi o apetite habitual:
Já não quero sair até tarde, já não quero ir a festas. Já não quero usar sapatos altos nem dançar.
Fui alertada. Será que cresci ou será que me tornei significativamente mais infantil?
Porque ando cansada? Porque ando nervosa? Porque ando vidrada? Porque ando desinteressada, desinteressante? Porque é que já não desejam a minha companhia? Será que fui deixada?
Hoje sinto-me um cachorro. Um cachorro que cresceu sem dar conta, cujos donos enfiaram à força na mala do carro. Guiaram sempre em frente e deixaram-me longe. Nunca mais me virão buscar. Nunca mais vou ter diamantes em lugar dos olhos.
Perdi-me e não me consigo encontrar.
Não se pode agradar sempre a toda a gente.
domingo, 9 de setembro de 2012
Diariuh d umah apaixunadah xd s2
Mas é claro que há aqueles assuntos que são sempre falados, inevitavelmente, sem sequer se notar, ás vezes.
O amor, por exemplo. Tu esgotas-mo! Usas todas as doses diárias que tenho dele, e fazes-me dormir bem para na manhã seguinte ainda ter amor fresquinho para te oferecer, tal como no dia anterior, e no que se segue. É isso que tu me fazes. És um "love-addicted" e eu adoro, talvez porque também sou. (Mas só pelo teu.)
Mas eu adoro ser só tua. Adoro mirar-te atentamente e abraçar-te enquanto dormes. Chatear-te também. Morder-te. Beijar-te. Brincar contigo. Fazer loucuras. Os teus olhares, os teus abraços, os teus amuos, tudo.
Já viste? Parece uma declaração de uma pitinha. Deixei o pouco jeito para escrever no quarto e vim para a biblioteca com toda a determinação que cá encontrei. Palavras simples, que digam tudo, sabes?
Eu amo-te. Eu amo-te! Eu amo-te muito! Eu amo-te mesmo muito! Eu amo-te mesmo muito, Francisco! E neste mundo só há uma coisa pela qual sinto receio: Tu deixares-me.
Não o faças amor.
«Agora entendo porque o tempo está nublado: O céu está todo nos teus olhos.»
O amor, por exemplo. Tu esgotas-mo! Usas todas as doses diárias que tenho dele, e fazes-me dormir bem para na manhã seguinte ainda ter amor fresquinho para te oferecer, tal como no dia anterior, e no que se segue. É isso que tu me fazes. És um "love-addicted" e eu adoro, talvez porque também sou. (Mas só pelo teu.)
Mas eu adoro ser só tua. Adoro mirar-te atentamente e abraçar-te enquanto dormes. Chatear-te também. Morder-te. Beijar-te. Brincar contigo. Fazer loucuras. Os teus olhares, os teus abraços, os teus amuos, tudo.
Já viste? Parece uma declaração de uma pitinha. Deixei o pouco jeito para escrever no quarto e vim para a biblioteca com toda a determinação que cá encontrei. Palavras simples, que digam tudo, sabes?
Eu amo-te. Eu amo-te! Eu amo-te muito! Eu amo-te mesmo muito! Eu amo-te mesmo muito, Francisco! E neste mundo só há uma coisa pela qual sinto receio: Tu deixares-me.
Não o faças amor.
«Agora entendo porque o tempo está nublado: O céu está todo nos teus olhos.»
Subscrever:
Comentários (Atom)