O meu conselho vai sempre ser "toma a decisão que quiseres, porque de qualquer maneira vais arrepender-te."
Em quase todas as histórias existe uma personagem principal, certo? E se eu não quiser que o meu pequeno texto relate a vida de alguém, mas sim de todos nós? Começo por dizer que o medo é só aquele monstro debaixo da cama que tanto temíamos, o imaginário.
Sociedade: Nós cantamos, nós gritamos, nós pecamos, nós sonhamos, nós sorrimos, nós lutamos, nós pensamos, nós agimos, nós festejamos, nós representamos, nós argumentamos, nós evocamos, nós ouvimos, nós educamos sem ser educados, nós planeamos, nós ajudamos, nós reivindicamos, nós damos, mas não recebemos.
Não, meus amigos. Não nos faltam células: Faltam-nos motivos para as usar. Não nos faltam armas: Faltam-nos licenças para matar. Não nos faltam hábitos: Faltam-nos ocasiões para os alimentar. Nem sequer nos faltam cenários.
Sim, eles semeiam sem saber o que crescerá. Nascem pregos, e nós andamos descalços."Não sou esperto nem bruto, nem bem nem mal educado, sou simplesmente o produto do meio em que fui criado."
Quem és tu para criticar alguém que também já foi magoado? Alguém que é como é para própria protecção? Que foi educado a estudar, a trabalhar, a mostrar o padrão da pele e o sorriso, impressionar, mas ignorar o sentimento, seja ele ou não recíproco? Ignorar "incompetências" como viver, viver bem, viver à grande. A liberdade, a felicidade, o "ser selvagem", o aproveitar a juventude, viajar. Não. Eu fui educada a ficar em casa. Sozinha. Construir o meu reino sem sair de lá. Porque lá fora tudo é perigoso.
É tudo um mar de mentiras, minha gente, abraços com segundas intenções. Demasiada intelectualidade, diminutos valores existenciais, que, por norma, são os mais importantes. De que me serve ser um poço de cultura se essa cultura não me trará felicidade?
Acham que a vida é um sonho individual, e só acordam quando morrem. Acordam tarde demais.
Mas eu não sou alguém definido pela genética.
Passando à frente, um triângulo é uma ideia. Más ideias levam a guerras, e tudo o que acontece deve-se a alguma coisa, toda a gente sabe.
Um efeito causa um efeito, e esse efeito por sua vez causa outro efeito, e assim desencadeiam a uma série de efeitos, positivos ou negativos, estou certa?
A pergunta, porém, permanecerá sempre o "porquê".
Quando uma pessoa ama outra, não consegue racionalizar normalmente: As decisões nunca são racionais, são emocionais. Quem ama, não vê.
Por falar em amor, é ele que me agarra pelos calcanhares, como foi feito com Aquiles.
E hoje acabo por aqui.
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