Há coisas que nunca vamos perceber, talvez porque não existem para serem percebidas. Podes revirar os olhos e morder os pulsos o que te apetecer, porque isso não vai mudar.
Podes ostracizar os sentimentos e a culpa todos os dias porque a tua estúpida mente humana não to vai permitir.
E sorris, sorris, sorris. Porque ainda há quem goste do teu sorriso. Mas o que é que isso importa? Que importa o maior sorriso do mundo num dia de de noite se desfaz em cinzas? Talvez o faças para que alguém não te trate mediante o teu estado de espírito. Não queres que tenham pena de ti, porque se há algo que tens que saber é que a pena é o pior dos sentimentos.
Mas, de qualquer maneira, o que fazes aqui? Procuras conforto? Inquietação? Informação? Ou és leitor por lazer, porque achas que ler é uma obrigação? Procuras inspiração? Eu também perdi a minha e há muito que a procuro em vão, porque tudo o que ela me deixou foi um jarro transparente, que mostrasse todo o seu conteúdo vazio de sonhos e ideias minhas. É irónico que antes esses nem no mundo cabiam.
Porque estou a escrever tamanha idiotice, de qualquer maneira? Nem eu sei, mas desconfio que seja por saudade. Com esperança já não, não como antes. Não como quando tudo tinha. O que tenho agora é bastante relativo. Talvez lhe chame Vazio, talvez lhe chame Vontade Ressequida. Talvez até lhe chame um nome inventado, porque isto é tudo o que tenho e tudo o que criei. Mas já não tenho imaginação para isso.
Claro que tudo isto são meras ideias inacabadas, para variar, e acabam comigo a comer morangos e a jogar um estúpido jogo que me mantém ocupada e distraída do que é a realidade: Sem joguinhos, sem morangos. Real.
Talvez a chuva a perceba e a leve com ela. E a mim também.
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