quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

; i know.


 Começo já avisando que não estou em perfeitas condições.
Se alguma vez pedires, por exemplo, coragem, ela não te é dada. O que te é dado é uma oportunidade para seres corajoso.

Porque é que há rapazes tão bonitos? Hm.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

; corpse bride.

Tell me my dear, can a heart still break once it's stopped beating?

(The secret to creativity it's knowing how to hide your sources.)


I've spent so long in the darkness, I'd almost forgotten how beautiful the moonlight is.

«
What does that whispy little brat have that you don't have double? A pulse?
Overrated by a mile! 
Unimportant!
Overbearing! Overblown!If I touch a burning candle I can feel no pain; If you cut me with a knife it's still the same.. And I know her heart it's beating, and I know that I am dead; yet the pain here that I feel, try and tell me it's not real, for it seems that I still have a tear to shed.

In the ice or in the sun it's all the same.. Yet I feel my heart is aching, though it doesn't beat it's breaking, and the pain here that i feel, try and tell me it's not real, I know that I am dead, for it seems that I still have a tear to shed.

If only he could see

How special you can be
If he only knew the you that we know »

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

; neve de algodão

Dei por mim sozinha no meio de uma cidade tão pequena como a nossa, inundada pela escuridão e pelo frio que nasceu daquele imenso de fantasmas.
Olhei em volta e senti as vibrações de cada história que me rodeava.
Pais passeavam os seus filhos, mães davam a mãos aos pais, namorados beijavam-se num ambiente de ternura e aqueles, os tais, os solitários, lá saíam dos empregos em passos apressados e atarefados.
Pessoas carregavam sacos que traziam das lojas, prontos para impressionar aquele a quem os iriam dar. Roupa, brinquedos na maioria, jogos, alguma coisa. E os chocolates, há sempre os chocolates que vão direitos para as bocas sorridentes de quem os recebe e de quem oferece.
A verdade é que nem interessam, esse tipo de coisas. Porque há sempre opiniões variadas em relação ao Natal. Há aqueles que seguem as tradições há várias gerações, há os que nem celebram, há os que são a favor e os que são contra. Eu? Eu nem acredito em Deus. Eu sei que tu és contra, mas pelo menos ainda não encontrei nenhuma história em que me 'fiar' mas não sou contra quem acredite, como é óbvio. Porque para mim, apesar de não ser uma obrigação, o Natal serve para estar com a família, como se fosse um dia que ajuda a não nos afastarmos nem esquecemos aqueles que nos amam e aqueles que amamos.
Fazem já dois Invernos que não estás connosco, e acredita, é tão doloroso como da primeira vez que nos vimos sem ti. Podemos não o demonstrar, mas custa muito avó, e tenho a certeza que não sou só eu que pensa em ti todos os dias, que lamenta não ter passado mais tempo contigo, que se culpa do facto de tu não teres reconhecido a minha cara. Mas todos pensam que sou insensível por não demonstrar o que sinto, eles julgam que não me custou ver-te naquela cadeira de rodas, eles pensam que quando eu não olhava para ti era por desinteresse, diziam e dizem mal de mim em todas essas situações. O que eles não sabem é que, lá por não chorar à frente deles e à tua frente para não te magoar, eu chorava todos os dias até adormecer,  porque eu sabia que te ia perder. Aquela criança cresceu por ti, porque tinha que tomar conta de alguém 60 anos mais velha que ela e não ao contrário. Os avós servem para dar carinho aos seus netos, para lhes ensinar coisas novas, para as levar a sítios desconhecidos e para os entreter; mas fui eu que fiz isso por ti a partir de um certo tempo.
Espero que, no sítio onde estejas haja neve, neve de algodão, sob a qual possas caminhar levemente, rebolar o quanto te apeteça, e depois voltar a casa com alguém especial que te faça um chocolate quente daqueles que a minha mãe faz e tu tanto gostavas. Lembras-te?
Gosto de pensar que, estejas onde estiveres estás bem melhor do que estavas aqui, mas seja onde isso for prometo-te que, não sei quando, como, nem porquê, um dia vou ter contigo.
Para já, quero que saibas que sou feliz aqui, na minha cidadezinha fria e pequena, com os meus gatos, a família e bons amigos, que por mais desastres que haja vou ter sempre um abraço pronto para mim, seja ele de quem for; porque ainda há pessoas verdadeiras.

Feliz Natal, está bem?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

; ou então deixa-me entrar em ti

Escuta. Tu sabes o que é adormecer todos os dias com remorsos de ter nascido? Sabes o que é arrependeres-te de tudo o que fazes ou deixas de fazer, sabes o que é teres a certeza de que és a pessoa mais triste no mundo? Sabes o que é quereres morrer da intensidade do choro regular e diário?
Deixa-me rir. Eu não sei o que é nada disso meu amor. ;)

« -NEXT. »

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

; deixa-me ir.

 

Se é difícil de compreender ou não, eu não sei.
Mas num espaço tão reduzido de tempo, consigo sentir a tua falta cada vez que o teu nome é pronunciado, cada vez que penso em ti, e acredita: não são poucas vezes.
Sinto falta da forma como o teu sorriso me chama para junto de ti, da forma como o meu corpo encaixa no teu, da verdade escondida nos teus beijos, na vontade explícita no teu abraço, na história vivida entre as minhas e as tuas mãos, sinto falta do que somos e do que não somos: algo que ainda não consegui descobrir.
Quero-te sempre deitado a meu lado a encher-me de beijos e palavras frescas, a viver a nossa pouca liberdade secreta.
Mas o meu coração não quer deixar. Tem uma única e pequena cicatriz (talvez ainda a sarar) que, admito já, nunca foi esquecida. Não tive nem tenho plaquetas sanguíneas suficientes para a curar, nem glóbulos brancos suficientes para excluir do meu sangue a parte de ti que nunca chegou a morrer dentro de mim.
Tenho medo.
Porque é que não me deixaste ir?

n bby
'’Sou mais forte do que o sentimento, mais forte que o sentimento, mais forte que o sentimento (…)'’ E adormeço.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A vida pode ser feita de escolhas, mas as escolhas são feitas de vida.
O amor pode ser doloroso, mas só dói a quem ama.
A infância pode ser importante, mas a importância torna-se infantil.
A lágrima pode ser grande, mas a sua grandeza vem de dentro da lágrima.
O exterior pode ser um esconderijo mas quem esconde oculta o exterior.

Não te julgues demasiado simples porque mostras simplicidade. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

; não gosto de pontos de interrogação.


Julgamo-nos demasiado inspirados para alguma coisa e isso acaba por se reflectir numa falha. Essa falha vai rachando, até à ponta do coração e rebenta. Depois, o que julgamos nosso: as artérias, ossos e músculos, os vasos sanguíneos carregados da mais natural fonte de vida, rebenta. Como um novato a aprender a dançar valsa: nunca sabe que passo tem de dar, se tem que seguir em frente ou recuar, se tem que escorregar levemente para conseguir enfrentar o desafio que faz face àquela tortura que é olhar no espelho com rancor, com raiva da gravata que substituiu. Custa a adormecer, porque a vida nos faz pensar nela própria, vezes sem conta, e o cérebro faz-nos tentar encontrar uma solução que, como na maioria das vezes não é encontrada, vai enfervescendo em algo surreal e paralítico.
Custa-me simplesmente a acreditar que tudo é igual ao de antes mas completamente diferente. Como é que posso estar perdida, se não sei para onde quero ir? As escolhas não são fáceis, não gosto de me ferir com as unhas afiadas nas costas já demasiado torturadas. No fundo tenho medo de ter um caminho de brasas à frente e ter que o seguir com os pés descalços e tão sensíveis.  Perdoei-te a ti mas não a mim. É só que.. eu sofri demasiado. Só isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

; pensa nisto.

Locked Illusions Photography www.lockedillusionsphotod.com


When was the last time you did something for the first time?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

; promessas.


Querida Marisa,
É como uma caixinha redonda e forrada de veludo, daquelas que guardam os colares, os anéis, os amuletos e pulseiras de ouro das avós, e todas aquelas outras riquezas que elas querem oferecer-nos porque também elas as herdaram das suas familiares que viveram uma vida tão dura como feliz. Eu tenho dessas coisas, os colares e bugigangas que "definem" a história das mulheres da família. Mas para mim não é esse tipo de coisas que escreve um livro bem escrito, no fundo são apenas as histórias que eu posso contar a tudo e a todos, confiando que são 100% verdadeiras.
E eu, vivi, eu sonhei, eu chorei, eu sofri, eu ri, eu senti, eu inspirei com a esperança de não expirar, eu adormeci confusa e com medo de acordar, eu escondi palavras, afectos e emoções, eu tentei com que a minha vida fosse complexa de ilusões, eu menti.
Menti, falei, critiquei, mas sobretudo aproveitei. Podes sobretudo acreditar com compaixão, e muita certeza que tu fazes parte de metade das minhas histórias, aquelas que eu vou contar aos meus filhos e aos meus notos, e fazê-los entender que não é preciso muito para ser feliz, e isto foi a maior lição que me deram na vida. E não o aprendi com a minha mãe, com a minha irmã, com os meus amigos ou "amantes" nem com o resto dos biliões de pessoas e seres que existem no mundo. Aprendi-o contigo. É algo que não se esquece na vida, algo que não se pode mudar: o conceito de aprender a viver, o conceito que se aplica todos os dias na minha vida; é graças a ti que eu posso dizer e afirmar seguramente "Eu sou feliz" e lamento muito que nem toda a gente aprenda a não se preocupar com nada, como tu me fizeste fazer entender.
Eu acredito que tu acreditas que eu sofri, e que sofri muito. Tu lembras-te. Foi há um ano e foi uma época triste mas que me ensinou várias coisas e eu hoje vivo bem com isso e segui em frente, tanto que decidi arriscar de novo com esse meu erro; desta vez não com um, mas com dois pés atrás. Tu foste a que mais me apoiou nessa e noutras épocas difíceis; que tu me olhavas sempre com carinho e tiveste sempre um ombro para mim. Aliás, tu sabes bem que sempre me limpaste aquela lágrima isolada nos olhos, sempre me puseste um grande sorriso na cara, naquelas nossas super-noites essenciais à nossa, pelo menos á minha, simples vida.
E eu lembro-me de todas as nossas aventuras, absolutamente todas! Tudo começou nos teus anos, porque subitamente decidiste convidar-me. Tínhamos começado a falar há pouco tempo, relativamente e talvez tenhamos sentido uma ligação, um sinal de que algo nos queria juntar, pelo nosso bem, das duas.
Nessa noite choraste, lembro-me bem. Nós até tínhamos passado a tarde juntas, pusemos as nossas mães a falar, felizmente (até porque se tornaram grandes amigas) e por essa pequena ligação, puxou-me uma ainda maior que me juntou a ti, para sempre.
Fiquei preocupada e começaste a desabafar comigo. Passado poucos dias já confraternizávamos e falávamos de tudo, tudo! E nada nos parava quando estávamos juntas.
Nos meus anos vivemos também muitas aventuras, principalmente quando acordámos o meu avô quando tu mandaste um berro devido à fofura dos meus gatos bebés (e uma vez até encontrámos uns, lembraste?) E depois disso, bem... "Inseparáveis" acho que é a palavra correcta.
Acordámos com neve lá fora e divertimo-nos com ela; cantámos e berrámos e fizemos figuras na rua; conhecemos pessoas novas; apoiámo-nos no bem e no mal; comemos todas as porcarias deliciosas do mundo, tipo crepes com todo o tipo de coisas, gelados, bolos, sandes, maçãs, gajos, gajos, gajos, e muffins e tudo o que existe com chocolate; dormimos umas 50 vezes na casa uma da outra; embebedámo-nos; caímos, aleijámo-nos; cantámos; viajámos; vestimo-nos de pirata e fizemos strips; entrámos em pânico e vimos filmes de terror; falámos sobre tudo o que havia para falar; rimos até chorar; levámos com sermões por VIVERMOS; fizermos asneiras; sofremos uma pela outra; mergulhámos na fantasia e nadámos na minha piscina; fizemos de tudo, vivemos. E havemos de viver mais, Marisa.
Neste dias tenho-me sentido tão ligada a ti como de antes, e quero ser tua outra vez, meu amor. Fizemos promessas e vamos cumpri-las, porque eu estou aqui e tu estás a meu ladoVamos voltar a nós. Amo-te.
Beijinhos, JoanaBanana.

Everything will be ok, in the end. If it's not ok, it's not the end.

sábado, 10 de dezembro de 2011

; can't take my eyes off of you.



Tu podias ser a minha não intencional escolha de viver a minha vida alargada, aquele que eu iria sempre gostar e que ouviria as minhas mais profundas inquisições. Eu lá estarei, tão cedo quanto possa. Mas estou ocupada a consertar os pedaços quebrados da vida que eu tinha antes. Primeiro veio o que desafiou todos os meus sonhos e o todo o meu equilíbrio, ele nunca poderia ser tão bom como tu.

Todos temos aquela música especial que nos faz sempre chorar, ou sou só eu?


Adoro-te.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

; little.



A verdade é que todos nós nos comparamos àqueles que tiveram algo nosso antes que nós, e mesmo sabendo que está em nossa pose, temos inveja dessas pessoas.
Pergunto-me se vou ser capaz de finalmente desenterrar o meu coração da neve do jardim, órgão cujo fui forçada a retirar de mim e a entender realmente que tinha de o abandonar ali para conseguir ultrapassar a mágoa da música que o teu coração escrevia tão delicadamente baseando-se apenas na melodia do meu.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

; detesto pessoas deprimidas.

Pois é. A verdade é que toda a gente tem uma reação diferente àquela sensação especial. Não pensem já em amor e em coisas dessas porque não é nada disso que eu estou a falar! Estou a falar de prazer individual, aquelas coisas que cada um de nós se sente bem a fazer. Para mim, por exemplo, a melhor sensação do mundo é sentir o cabelo fresco nas costas nuas. A melhor maneira de descrever o que sinto ? Bem, um arrepio feliz, uma sensação de liberdade intensa e um sabor fresco a limonada. É isso !
Na outra noite sonhei que estava num daqueles aviões vermelhos bem pequeninos de dois lugares, mas quem me acompanhava não estava num banco diferente. Vivi durante uma noite o sonho de milhões de pessoas, o sonho de voar. E fico feliz por me lembrar disso, porque jamais me esquecerei. Mas o meu sonho não é esse. Aliás, nem sei qual é. Na verdade acho que na minha mente, tento evitar ter esses sonhos iguais aos de toda a gente. Gosto tanto de ser livre.
Sabem aquela expressão na face do alguém, quando lhe dizes ou fazes algo tão simples? Bem, a vida é feita dessas coisas simples. A diferença é que são muitas acumuladas. Ás vezes parece que já ninguém sabe viver, que todos se transformaram em robots super-inteligentes, em criaturas sem alma, sei lá. Isto tudo porque não sabem dar importância a esses pequenos prazeres, que demonstram o verdadeiro sentimento mútuo entre dois seres.
A verdadeira amizade resume-se em histórias que se tem orgulho em contar.
« Eu estava a conter-me mas quando ele me abraçou desfiz-me em lágrimas que ecoavam entre o tempo escuro e silencioso. »
« Partilhamos há um ano um objecto que fez da nossa ligação inseparável devido á sua história. »
« Abriu-me os olhos com cuidado mas com razão.»
« Faz-me rir. Todos os dias me faz rir. »

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Adoro-vos. <3

domingo, 4 de dezembro de 2011

; obrigada.

« Ainda bem que o fizeste, sabes? Tu não tens idade para pensar em coisas sérias, nem se quer para pensar no que é a vida, como eu fui obrigado a pensar e a saber. Cresce normalmente e vive bem a tua vida, não te prendas a ninguém por agora porque vais ter muito tempo para isso. A fase que estás a viver é uma fase bela, em que não tens que te preocupar em absolutamente nada, simplesmente diverte-te a viver a vida e nem sequer penses no futuro. (...) Vive bem Joana, e sê feliz, porque tu podes, deves, e sobretudo mereces e tens tudo para isso. Não te preocupes com a complexidade da vida, manda o mundo lixar-se, porque vais ter muito tempo para te preocupares e chorares muito. Adoro-te e só quero o teu bem garota. Consigo ver como tu és especial. »

Nunca tinha visto este teu lado.



Como fui tão parva?



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

; não sei descrever.


« Um dia, vais olhar para trás, vais olhar-me como eu te olhava e vais chamar o meu nome. Aí, eu estarei surda à tua voz. Tenho meio buraco meio vazio de ti. »








Lembro-me de chorar enquanto escrevia estas palavras. Ainda não acredito que te perdoei.
Mas aqui está a prova de que eu sempre tive razão.
Que confusão.