Se é difícil de compreender ou não, eu não sei.
Mas num espaço tão reduzido de tempo, consigo sentir a tua falta cada vez que o teu nome é pronunciado, cada vez que penso em ti, e acredita: não são poucas vezes.
Sinto falta da forma como o teu sorriso me chama para junto de ti, da forma como o meu corpo encaixa no teu, da verdade escondida nos teus beijos, na vontade explícita no teu abraço, na história vivida entre as minhas e as tuas mãos, sinto falta do que somos e do que não somos: algo que ainda não consegui descobrir.
Quero-te sempre deitado a meu lado a encher-me de beijos e palavras frescas, a viver a nossa pouca liberdade secreta.
Mas o meu coração não quer deixar. Tem uma única e pequena cicatriz (talvez ainda a sarar) que, admito já, nunca foi esquecida. Não tive nem tenho plaquetas sanguíneas suficientes para a curar, nem glóbulos brancos suficientes para excluir do meu sangue a parte de ti que nunca chegou a morrer dentro de mim.
Tenho medo.
Porque é que não me deixaste ir?
'’Sou mais forte do que o sentimento, mais forte que o sentimento, mais forte que o sentimento (…)'’ E adormeço.
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