sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

; quero mais.

Começo a ouvir mais os barulhos de fundo do que a música. Apetece-me sair daqui.  Tenho a face quente e a visão enublada, e pergunto-me se serão estas as chamadas saudades de que toda a gente fala, e que toda a gente sente, ultimamente.
Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social. Nenhum de nós tem uma alma: todos nós somos almas. O que temos é um corpo.
Magoado, contorcido, saudável, bonito, feio, flácido, carregado, escorregadio, luzidio, glorioso, um corpo. Um corpo é só um corpo.
Tu és diferente de qualquer outra pessoa no mundo inteiro e as probabilidades de tu nasceres e vires a ser o que és são de 1 / 1 000 000 000. Mesmo assim, tu conseguiste. Ama-te como és porque é assim que os verdadeiros te amam também. Tenta amar os teus defeitos: são eles que te definem, que fazem de ti a pessoa que tu és.
Devido a existentes problemas, sejam eles quais forem, o que tu és vai morrendo, porque vais ocupando o teu cérebro com eles, em vez de te preocupares com o que realmente importa: a tua felicidade. Por isso mesmo arrisca, compromete-te, ama, respira, respeita, perdoa, esquece, comete erros, revolta-te, produz, inspira, tenta, luta, morde e rasga, mastiga e engole todo o resto de raiva, vive. À tua maneira.








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