sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

; só me querem quando me perdem.

Acho que há alguém no andar de cima a tentar chegar à minha mente. Tenho medo. Não consigo dormir. Faz-me mal, faz-me triste. Parece-me que amanhã tenho que acordar exactamente ás seis da manhã e explicar-lhe a minha dor, aquela que nem eu percebo. Não a entendo, não a encontro. Encontrei o amor, no mesmo andar. E já não estou cansada.
As pessoas nunca são as mesmas quando estão habituadas a ter-nos. E eu preciso de gente que vá ter comigo ao fim do mundo e me abrace novamente, que me envolva num sorriso lacrimoso, num olhar repleto de saudade. Que não me deixe só. Que não guarde dentro de si algum vestígio de furor, que não me olhe de longe com medo e insegurança, que não tenha medo de me dizer o que eu quero ouvir, que não tenha inveja da felicidade de ninguém, que não se queime por dentro de ciúme, que não guarde para ele o sorriso que quer partilhar. Porque foi agora, passado tanto tempo, que eu percebo que o que eu realmente precisava era de uma boa gargalhada. Com ou sem consequências.


E eu quero ser o arco-íris colorido na vida cinzenta e monótona de alguém, preciso de abraçar, sorrir, e ter esperança em algo em que valha a pena ter. Quero flutuar entre o vácuo de um rio manso e fresco. Quero que venham a mim com corpo e alma, com força interior e exterior, não com a brisa.

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