É a primeira vez que me lembro de pensar no mundo e no meu lugar nele. Algumas recordações nunca se esbatem e acho que sei demasiado bem como tudo começou e principalmente como tudo se desenvolveu. Com certeza que no lugar para onde me dirijo, o Futuro, ninguém (jamais!) me pedirá para melhorar o aspecto nem confundirá os meus sonhos com a terrível realidade deles. Será?
A corda, a corda que me aperta, vou senti-la a desprender-se, com medo, e sentirei a liberdade de viver despreocupada novamente.
Quero trabalhar em horto na felicidade, todas as manhãs, sem pensar em absolutamente mais nada. Nem na brisa.
Amanhã vou-me embora novamente, quero ir à praia. Consciência: Pode ser que pare de ouvir os ruídos insuportavelmente assustadores. Ou será que eles me seguem? Afinal, o inimigo, meus amigos, vem de dentro.
"Estou óptimo. Tenho sonhos maus, mas são só sonhos. Entretenho-me com jogos de vídeo. Fumo um pouco de droga. Consegui o meu olhar distante. Carrego muitas cicatrizes. Gosto do som da frase. Carrego muitas cicatrizes."
(A Praia, de Alex Garland)
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