sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Talvez!

Talvez me faça bem, sim, talvez até me faça bem sair daqui. Talvez a dor de cabeça alivie um pouco, talvez a respiração seja mais fresca, lá no Norte. Talvez até fique mais culta, quem sabe, devido aos locais históricos que vou (com muito gosto) visitar. Talvez queira lá ficar só mais um pouquinho, ou talvez queira vir para casa antes do tempo, porque odeio espaços denominados "chiques", e porque ele está longe e talvez eu não aguente essa ideia de distância. Quem sabe, talvez voltarei àquele imenso jardim pensativo, como há um ano atrás... E as conclusões que eu tomei, só eu as soube.
Estou a crescer muito rápido, psicologicamente. Sou criticada pelos mais velhos e estranhamente invejada pelos mais novos. Mas um dos frutos desse crescimento é não deixar que esse tipo de comentários me afectem, pelo contrário, enchem-me de paixão de ser quem sou. Mas ainda sou pequenina, não entendo muitas das palavras complicadas e enigmáticas do livro do papá. Talvez quando crescer chegue a percebê-lo. Ao livro e a ele. Talvez um dia consigamos ter uma conversa.
Quero voltar a ser simples. Vou levar o cabelo atado e uns calções. Não chamar qualquer tipo de atenção. Observar, não ser observada. Eu ligo-te, lá do Norte, meu amor.
Vou fazer a mala, talvez leve a tua camisola, sim?
Bom fim-de-semana.

Falar, escrever, para quê? Não vivemos num tempo em que os verdadeiros heróis estão mudos? Quem poderá vir a responsabilizar os que não se comprometem, os que não protestam, os que não cometem o pecado de arriscar? (...)
 Em (meu) SER (da) NOITE (Diário); de José Duarte Saraiva.

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