sexta-feira, 28 de outubro de 2011

; os outros.


Eles agem sempre como se o sorriso cozido sobre os lábios cerrados permanecesse vivo.
Como se, sinceramente, todo o chão abaixo dos seus pés desabasse apenas por miseras palavras que eles pensam que doem, mas no fim nunca entendem que todas as palavras são iguais, sejam elas verbos, adjectivos, advérbios de modo, nomes colectivos, pronomes possessivos, determinantes artigos definidos, palavras derivadas por sufixação ou prefixação. Todas são compostas por letras, e todas podem formar frases e fazer parte de uma metáfora. É isso que resume a lingua. É isso que define cada um de nós; claro que já ouvimos tudo em que supostamente deveríamos acreditar porque são palavras ditas pelo alguém. Mas o que eu acho é que sendo assim são todos iguais. Não no bom sentido. No sentido de arranjar alguém melhor e deixar o resto de nós para trás. Será justo ? Provavelmente não mas todos o fazemos. E se eu te dissesse que a vida não se define com humanidade? Não sou maluca, a minha realidade é simplesmente diferente da de outros. Mas e se fosse? Não sofria de loucura, simplesmente vivia dela. Viver não é viver para alguém, mas sim viver para ti próprio, envolvendo ou não outras vidas á tua volta. Tu escolhes o teu destino. Dizes que morrerias por mim, mas quem vai morrendo sou eu, desde o momento em que tentei descobrir como é que te viveria.

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