quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

; i know.


 Começo já avisando que não estou em perfeitas condições.
Se alguma vez pedires, por exemplo, coragem, ela não te é dada. O que te é dado é uma oportunidade para seres corajoso.

Porque é que há rapazes tão bonitos? Hm.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

; corpse bride.

Tell me my dear, can a heart still break once it's stopped beating?

(The secret to creativity it's knowing how to hide your sources.)


I've spent so long in the darkness, I'd almost forgotten how beautiful the moonlight is.

«
What does that whispy little brat have that you don't have double? A pulse?
Overrated by a mile! 
Unimportant!
Overbearing! Overblown!If I touch a burning candle I can feel no pain; If you cut me with a knife it's still the same.. And I know her heart it's beating, and I know that I am dead; yet the pain here that I feel, try and tell me it's not real, for it seems that I still have a tear to shed.

In the ice or in the sun it's all the same.. Yet I feel my heart is aching, though it doesn't beat it's breaking, and the pain here that i feel, try and tell me it's not real, I know that I am dead, for it seems that I still have a tear to shed.

If only he could see

How special you can be
If he only knew the you that we know »

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

; neve de algodão

Dei por mim sozinha no meio de uma cidade tão pequena como a nossa, inundada pela escuridão e pelo frio que nasceu daquele imenso de fantasmas.
Olhei em volta e senti as vibrações de cada história que me rodeava.
Pais passeavam os seus filhos, mães davam a mãos aos pais, namorados beijavam-se num ambiente de ternura e aqueles, os tais, os solitários, lá saíam dos empregos em passos apressados e atarefados.
Pessoas carregavam sacos que traziam das lojas, prontos para impressionar aquele a quem os iriam dar. Roupa, brinquedos na maioria, jogos, alguma coisa. E os chocolates, há sempre os chocolates que vão direitos para as bocas sorridentes de quem os recebe e de quem oferece.
A verdade é que nem interessam, esse tipo de coisas. Porque há sempre opiniões variadas em relação ao Natal. Há aqueles que seguem as tradições há várias gerações, há os que nem celebram, há os que são a favor e os que são contra. Eu? Eu nem acredito em Deus. Eu sei que tu és contra, mas pelo menos ainda não encontrei nenhuma história em que me 'fiar' mas não sou contra quem acredite, como é óbvio. Porque para mim, apesar de não ser uma obrigação, o Natal serve para estar com a família, como se fosse um dia que ajuda a não nos afastarmos nem esquecemos aqueles que nos amam e aqueles que amamos.
Fazem já dois Invernos que não estás connosco, e acredita, é tão doloroso como da primeira vez que nos vimos sem ti. Podemos não o demonstrar, mas custa muito avó, e tenho a certeza que não sou só eu que pensa em ti todos os dias, que lamenta não ter passado mais tempo contigo, que se culpa do facto de tu não teres reconhecido a minha cara. Mas todos pensam que sou insensível por não demonstrar o que sinto, eles julgam que não me custou ver-te naquela cadeira de rodas, eles pensam que quando eu não olhava para ti era por desinteresse, diziam e dizem mal de mim em todas essas situações. O que eles não sabem é que, lá por não chorar à frente deles e à tua frente para não te magoar, eu chorava todos os dias até adormecer,  porque eu sabia que te ia perder. Aquela criança cresceu por ti, porque tinha que tomar conta de alguém 60 anos mais velha que ela e não ao contrário. Os avós servem para dar carinho aos seus netos, para lhes ensinar coisas novas, para as levar a sítios desconhecidos e para os entreter; mas fui eu que fiz isso por ti a partir de um certo tempo.
Espero que, no sítio onde estejas haja neve, neve de algodão, sob a qual possas caminhar levemente, rebolar o quanto te apeteça, e depois voltar a casa com alguém especial que te faça um chocolate quente daqueles que a minha mãe faz e tu tanto gostavas. Lembras-te?
Gosto de pensar que, estejas onde estiveres estás bem melhor do que estavas aqui, mas seja onde isso for prometo-te que, não sei quando, como, nem porquê, um dia vou ter contigo.
Para já, quero que saibas que sou feliz aqui, na minha cidadezinha fria e pequena, com os meus gatos, a família e bons amigos, que por mais desastres que haja vou ter sempre um abraço pronto para mim, seja ele de quem for; porque ainda há pessoas verdadeiras.

Feliz Natal, está bem?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

; ou então deixa-me entrar em ti

Escuta. Tu sabes o que é adormecer todos os dias com remorsos de ter nascido? Sabes o que é arrependeres-te de tudo o que fazes ou deixas de fazer, sabes o que é teres a certeza de que és a pessoa mais triste no mundo? Sabes o que é quereres morrer da intensidade do choro regular e diário?
Deixa-me rir. Eu não sei o que é nada disso meu amor. ;)

« -NEXT. »

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

; deixa-me ir.

 

Se é difícil de compreender ou não, eu não sei.
Mas num espaço tão reduzido de tempo, consigo sentir a tua falta cada vez que o teu nome é pronunciado, cada vez que penso em ti, e acredita: não são poucas vezes.
Sinto falta da forma como o teu sorriso me chama para junto de ti, da forma como o meu corpo encaixa no teu, da verdade escondida nos teus beijos, na vontade explícita no teu abraço, na história vivida entre as minhas e as tuas mãos, sinto falta do que somos e do que não somos: algo que ainda não consegui descobrir.
Quero-te sempre deitado a meu lado a encher-me de beijos e palavras frescas, a viver a nossa pouca liberdade secreta.
Mas o meu coração não quer deixar. Tem uma única e pequena cicatriz (talvez ainda a sarar) que, admito já, nunca foi esquecida. Não tive nem tenho plaquetas sanguíneas suficientes para a curar, nem glóbulos brancos suficientes para excluir do meu sangue a parte de ti que nunca chegou a morrer dentro de mim.
Tenho medo.
Porque é que não me deixaste ir?

n bby
'’Sou mais forte do que o sentimento, mais forte que o sentimento, mais forte que o sentimento (…)'’ E adormeço.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A vida pode ser feita de escolhas, mas as escolhas são feitas de vida.
O amor pode ser doloroso, mas só dói a quem ama.
A infância pode ser importante, mas a importância torna-se infantil.
A lágrima pode ser grande, mas a sua grandeza vem de dentro da lágrima.
O exterior pode ser um esconderijo mas quem esconde oculta o exterior.

Não te julgues demasiado simples porque mostras simplicidade. 

sábado, 17 de dezembro de 2011

; não gosto de pontos de interrogação.


Julgamo-nos demasiado inspirados para alguma coisa e isso acaba por se reflectir numa falha. Essa falha vai rachando, até à ponta do coração e rebenta. Depois, o que julgamos nosso: as artérias, ossos e músculos, os vasos sanguíneos carregados da mais natural fonte de vida, rebenta. Como um novato a aprender a dançar valsa: nunca sabe que passo tem de dar, se tem que seguir em frente ou recuar, se tem que escorregar levemente para conseguir enfrentar o desafio que faz face àquela tortura que é olhar no espelho com rancor, com raiva da gravata que substituiu. Custa a adormecer, porque a vida nos faz pensar nela própria, vezes sem conta, e o cérebro faz-nos tentar encontrar uma solução que, como na maioria das vezes não é encontrada, vai enfervescendo em algo surreal e paralítico.
Custa-me simplesmente a acreditar que tudo é igual ao de antes mas completamente diferente. Como é que posso estar perdida, se não sei para onde quero ir? As escolhas não são fáceis, não gosto de me ferir com as unhas afiadas nas costas já demasiado torturadas. No fundo tenho medo de ter um caminho de brasas à frente e ter que o seguir com os pés descalços e tão sensíveis.  Perdoei-te a ti mas não a mim. É só que.. eu sofri demasiado. Só isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

; pensa nisto.

Locked Illusions Photography www.lockedillusionsphotod.com


When was the last time you did something for the first time?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

; promessas.


Querida Marisa,
É como uma caixinha redonda e forrada de veludo, daquelas que guardam os colares, os anéis, os amuletos e pulseiras de ouro das avós, e todas aquelas outras riquezas que elas querem oferecer-nos porque também elas as herdaram das suas familiares que viveram uma vida tão dura como feliz. Eu tenho dessas coisas, os colares e bugigangas que "definem" a história das mulheres da família. Mas para mim não é esse tipo de coisas que escreve um livro bem escrito, no fundo são apenas as histórias que eu posso contar a tudo e a todos, confiando que são 100% verdadeiras.
E eu, vivi, eu sonhei, eu chorei, eu sofri, eu ri, eu senti, eu inspirei com a esperança de não expirar, eu adormeci confusa e com medo de acordar, eu escondi palavras, afectos e emoções, eu tentei com que a minha vida fosse complexa de ilusões, eu menti.
Menti, falei, critiquei, mas sobretudo aproveitei. Podes sobretudo acreditar com compaixão, e muita certeza que tu fazes parte de metade das minhas histórias, aquelas que eu vou contar aos meus filhos e aos meus notos, e fazê-los entender que não é preciso muito para ser feliz, e isto foi a maior lição que me deram na vida. E não o aprendi com a minha mãe, com a minha irmã, com os meus amigos ou "amantes" nem com o resto dos biliões de pessoas e seres que existem no mundo. Aprendi-o contigo. É algo que não se esquece na vida, algo que não se pode mudar: o conceito de aprender a viver, o conceito que se aplica todos os dias na minha vida; é graças a ti que eu posso dizer e afirmar seguramente "Eu sou feliz" e lamento muito que nem toda a gente aprenda a não se preocupar com nada, como tu me fizeste fazer entender.
Eu acredito que tu acreditas que eu sofri, e que sofri muito. Tu lembras-te. Foi há um ano e foi uma época triste mas que me ensinou várias coisas e eu hoje vivo bem com isso e segui em frente, tanto que decidi arriscar de novo com esse meu erro; desta vez não com um, mas com dois pés atrás. Tu foste a que mais me apoiou nessa e noutras épocas difíceis; que tu me olhavas sempre com carinho e tiveste sempre um ombro para mim. Aliás, tu sabes bem que sempre me limpaste aquela lágrima isolada nos olhos, sempre me puseste um grande sorriso na cara, naquelas nossas super-noites essenciais à nossa, pelo menos á minha, simples vida.
E eu lembro-me de todas as nossas aventuras, absolutamente todas! Tudo começou nos teus anos, porque subitamente decidiste convidar-me. Tínhamos começado a falar há pouco tempo, relativamente e talvez tenhamos sentido uma ligação, um sinal de que algo nos queria juntar, pelo nosso bem, das duas.
Nessa noite choraste, lembro-me bem. Nós até tínhamos passado a tarde juntas, pusemos as nossas mães a falar, felizmente (até porque se tornaram grandes amigas) e por essa pequena ligação, puxou-me uma ainda maior que me juntou a ti, para sempre.
Fiquei preocupada e começaste a desabafar comigo. Passado poucos dias já confraternizávamos e falávamos de tudo, tudo! E nada nos parava quando estávamos juntas.
Nos meus anos vivemos também muitas aventuras, principalmente quando acordámos o meu avô quando tu mandaste um berro devido à fofura dos meus gatos bebés (e uma vez até encontrámos uns, lembraste?) E depois disso, bem... "Inseparáveis" acho que é a palavra correcta.
Acordámos com neve lá fora e divertimo-nos com ela; cantámos e berrámos e fizemos figuras na rua; conhecemos pessoas novas; apoiámo-nos no bem e no mal; comemos todas as porcarias deliciosas do mundo, tipo crepes com todo o tipo de coisas, gelados, bolos, sandes, maçãs, gajos, gajos, gajos, e muffins e tudo o que existe com chocolate; dormimos umas 50 vezes na casa uma da outra; embebedámo-nos; caímos, aleijámo-nos; cantámos; viajámos; vestimo-nos de pirata e fizemos strips; entrámos em pânico e vimos filmes de terror; falámos sobre tudo o que havia para falar; rimos até chorar; levámos com sermões por VIVERMOS; fizermos asneiras; sofremos uma pela outra; mergulhámos na fantasia e nadámos na minha piscina; fizemos de tudo, vivemos. E havemos de viver mais, Marisa.
Neste dias tenho-me sentido tão ligada a ti como de antes, e quero ser tua outra vez, meu amor. Fizemos promessas e vamos cumpri-las, porque eu estou aqui e tu estás a meu ladoVamos voltar a nós. Amo-te.
Beijinhos, JoanaBanana.

Everything will be ok, in the end. If it's not ok, it's not the end.

sábado, 10 de dezembro de 2011

; can't take my eyes off of you.



Tu podias ser a minha não intencional escolha de viver a minha vida alargada, aquele que eu iria sempre gostar e que ouviria as minhas mais profundas inquisições. Eu lá estarei, tão cedo quanto possa. Mas estou ocupada a consertar os pedaços quebrados da vida que eu tinha antes. Primeiro veio o que desafiou todos os meus sonhos e o todo o meu equilíbrio, ele nunca poderia ser tão bom como tu.

Todos temos aquela música especial que nos faz sempre chorar, ou sou só eu?


Adoro-te.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

; little.



A verdade é que todos nós nos comparamos àqueles que tiveram algo nosso antes que nós, e mesmo sabendo que está em nossa pose, temos inveja dessas pessoas.
Pergunto-me se vou ser capaz de finalmente desenterrar o meu coração da neve do jardim, órgão cujo fui forçada a retirar de mim e a entender realmente que tinha de o abandonar ali para conseguir ultrapassar a mágoa da música que o teu coração escrevia tão delicadamente baseando-se apenas na melodia do meu.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

; detesto pessoas deprimidas.

Pois é. A verdade é que toda a gente tem uma reação diferente àquela sensação especial. Não pensem já em amor e em coisas dessas porque não é nada disso que eu estou a falar! Estou a falar de prazer individual, aquelas coisas que cada um de nós se sente bem a fazer. Para mim, por exemplo, a melhor sensação do mundo é sentir o cabelo fresco nas costas nuas. A melhor maneira de descrever o que sinto ? Bem, um arrepio feliz, uma sensação de liberdade intensa e um sabor fresco a limonada. É isso !
Na outra noite sonhei que estava num daqueles aviões vermelhos bem pequeninos de dois lugares, mas quem me acompanhava não estava num banco diferente. Vivi durante uma noite o sonho de milhões de pessoas, o sonho de voar. E fico feliz por me lembrar disso, porque jamais me esquecerei. Mas o meu sonho não é esse. Aliás, nem sei qual é. Na verdade acho que na minha mente, tento evitar ter esses sonhos iguais aos de toda a gente. Gosto tanto de ser livre.
Sabem aquela expressão na face do alguém, quando lhe dizes ou fazes algo tão simples? Bem, a vida é feita dessas coisas simples. A diferença é que são muitas acumuladas. Ás vezes parece que já ninguém sabe viver, que todos se transformaram em robots super-inteligentes, em criaturas sem alma, sei lá. Isto tudo porque não sabem dar importância a esses pequenos prazeres, que demonstram o verdadeiro sentimento mútuo entre dois seres.
A verdadeira amizade resume-se em histórias que se tem orgulho em contar.
« Eu estava a conter-me mas quando ele me abraçou desfiz-me em lágrimas que ecoavam entre o tempo escuro e silencioso. »
« Partilhamos há um ano um objecto que fez da nossa ligação inseparável devido á sua história. »
« Abriu-me os olhos com cuidado mas com razão.»
« Faz-me rir. Todos os dias me faz rir. »

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Adoro-vos. <3

domingo, 4 de dezembro de 2011

; obrigada.

« Ainda bem que o fizeste, sabes? Tu não tens idade para pensar em coisas sérias, nem se quer para pensar no que é a vida, como eu fui obrigado a pensar e a saber. Cresce normalmente e vive bem a tua vida, não te prendas a ninguém por agora porque vais ter muito tempo para isso. A fase que estás a viver é uma fase bela, em que não tens que te preocupar em absolutamente nada, simplesmente diverte-te a viver a vida e nem sequer penses no futuro. (...) Vive bem Joana, e sê feliz, porque tu podes, deves, e sobretudo mereces e tens tudo para isso. Não te preocupes com a complexidade da vida, manda o mundo lixar-se, porque vais ter muito tempo para te preocupares e chorares muito. Adoro-te e só quero o teu bem garota. Consigo ver como tu és especial. »

Nunca tinha visto este teu lado.



Como fui tão parva?



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

; não sei descrever.


« Um dia, vais olhar para trás, vais olhar-me como eu te olhava e vais chamar o meu nome. Aí, eu estarei surda à tua voz. Tenho meio buraco meio vazio de ti. »








Lembro-me de chorar enquanto escrevia estas palavras. Ainda não acredito que te perdoei.
Mas aqui está a prova de que eu sempre tive razão.
Que confusão.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



That's the best revenge of all : happiness. Nothing drives people crazier than seeing someone have a good fuckin' life. -.-

domingo, 27 de novembro de 2011



Remember : Today is the oldest you've ever been and the youngest you'll ever be again. LIVE IT AND LOVE IT.

; until the end of my life ?


O navio está a levar-me para longe, para longe da memória daqueles que realmente se importam se eu vivo ou morro. 
Vou perseguir a luz daquela estrela cadente até ao fim da minha vida, embora não saiba se vale ou não ao pena. 
Eu só te quero segurar nos meus braços e só quero ser segura nos teus. 
Porque tu electrificas a minha vida e enche-la de brilho; e juntos vamos conspirar para acender também todas as almas que morreriam só para se sentirem vivas. 
Só te digo que nunca te vou deixar ir, se tu prometeres nunca desaparecer. 
Todas as esperanças e expectativas, buracos negros e revelações (nossas!)






segunda-feira, 14 de novembro de 2011

; breathe.

 

Hands in his pockets
But there’s nothing inside it,
An old pair of worn shoes
With a hundread stories to tell.
Fighting to find his way
Struggling to seek the light
And softly he hears a voice
Calling up inside his heart:
Home. And that’s all that matters.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

; coisas do tempo da minha avó.


Sabes, lá porque as pessoas encontram tantos insultos para te soprarem para a cara, não quer dizer que tu tenhas que perder o teu tempo a encontrar também os defeitos deles.
Lá porque aquela rapariga da vizinhança não fala ao ex-namorado porque ele lhe partiu o coração, não quer dizer que tu tenhas que reagir dessa maneira, não quer dizer que tu não te possas tornar uma excelente amiga para o teu, não quer dizer que tenhas que ignorar o facto de ele simplesmente querer seguir em frente; porque poderia acontecer a todos nós.
Lá porque o teu passado foi embaraçoso, que a tua presença na vida tenha sido tão triste, que te arrependas de tudo e de todas as tuas atitudes.. não quer dizer que tu não possas seguir em frente, conservar as memórias boas, adocificar a tua vida, trabalhar e ser orgulhosa de ti mesma. Diverte-te.
Tu tens que viver á tua própria maneira e arriscar a vivê-la. Tens que fazer o que te faz realmente feliz e não o que faz dos outros felizes. Tem orgulho por ti mesma, pela tua luta, pela tua felicidade, pelas tuas raizes, pela tua cicatriz e marca de nascença, pelo teu jardim, pela tua familia, pelos teus amigos, pelos teus gatos, pelo teu país (!), pela tua coragem, porque se há alguém que a tem, esse alguém és TU.
« The girl you just called fat.. She's on diet pills. The girl you just called ugly...She spends hours putting makeup on hoping people will like her. The boy you just tripped...He is abused enough at home. See that man with the ugly scars... He fought for his country. The 14 year old girl with a kid, that you just called a slut.. she got raped. That guy you just made fun of crying, his mother is dying.. Dont you spend your life feeling sorry for them if you can help.»220636_460s468304_460s

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

; pensa com os olhos.

« As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de arriscar. »
« Todo mundo é capaz de dominar uma dor, excepto quem a sente.»

« Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.»

« Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor. »

« A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial. »

«  Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos. »

« Esta consciência, que faz de todos nós covardes. A vida é uma simples sombra que passa (...); é uma história contada por um idiota, cheia de ruído e de furor e que nada significa. »

« Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, planta o seu jardim e decorre a sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. »

« O meu amor? Eu guardo-o para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. Conservar algo que me faça recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te. »

« Quando a boca não consegue dizer o que o coração sente o melhor é deixar a boca sentir o que o coração diz. »

381914_460s_v1 William Shakespeare, fazes falta.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

; impávido e sereno

 

juna

Lá estava o gordalhufo, a contar mais uma das suas histórias impossivelmente fascinantes de vida falhada, desta vez sobre um rapto num bar de strip. Vestia o seu roupão de seda roxo e dourado, nada mais. Um ar “profissional” como assim lhe chamava. Jogava as cartas sujas em cima da mesa de vidro muito riscada enquanto acariciava o gato felpudo e falava de boca cheia.
Claro que eles tinham de repetir todos os dias “e depois o que aconteceu, padrinho?” e ele acabava a história com um “e depois, engordei.”
Era um polícia, não se sabe bem se reformado ou simplesmente despedido, porque ninguém sabia realmente a idade dele. As crianças do orfanato viviam das suas histórias, e isso era o que seguramente mantinha o seu nível de ego bem superior ao que devia.

Eles não compreendiam, mas as coisas mudaram subitamente e as histórias fascinantes dele tornaram-se tristes e o fim não era como o de antes. Bebia demasiado, simplesmente porque queria, e o país não deixou que decorressem as visitas dos “afilhados”. Teve saudades.

Um dia, o padrinho visitou o orfanato mas as crianças já tinham crescido e sentiam mágoa por terem sido trocados por algo tão doloroso assim. A sua vida tinha agora sido arruinada. Então, o senhor deitou-se no seu sofá e ligou a televisão. O fogão cuspia agora gás silencioso para a atmosfera da casa poeirenta. Todas as portas e janelas estavam fechadas excepto a que levava ao quintal da vizinha. Então, pegou no gato, beijou-o, e disse:

“E depois, engordei.”

E fechou a janela.

; os outros.


Eles agem sempre como se o sorriso cozido sobre os lábios cerrados permanecesse vivo.
Como se, sinceramente, todo o chão abaixo dos seus pés desabasse apenas por miseras palavras que eles pensam que doem, mas no fim nunca entendem que todas as palavras são iguais, sejam elas verbos, adjectivos, advérbios de modo, nomes colectivos, pronomes possessivos, determinantes artigos definidos, palavras derivadas por sufixação ou prefixação. Todas são compostas por letras, e todas podem formar frases e fazer parte de uma metáfora. É isso que resume a lingua. É isso que define cada um de nós; claro que já ouvimos tudo em que supostamente deveríamos acreditar porque são palavras ditas pelo alguém. Mas o que eu acho é que sendo assim são todos iguais. Não no bom sentido. No sentido de arranjar alguém melhor e deixar o resto de nós para trás. Será justo ? Provavelmente não mas todos o fazemos. E se eu te dissesse que a vida não se define com humanidade? Não sou maluca, a minha realidade é simplesmente diferente da de outros. Mas e se fosse? Não sofria de loucura, simplesmente vivia dela. Viver não é viver para alguém, mas sim viver para ti próprio, envolvendo ou não outras vidas á tua volta. Tu escolhes o teu destino. Dizes que morrerias por mim, mas quem vai morrendo sou eu, desde o momento em que tentei descobrir como é que te viveria.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

; sim.

O amor? É confuso. Sem nomes, nem ilusões, sem escolhas ou clarões, surpreende.
Surpreende qualquer um, na sua teia maquiavélica, e distrai qualquer condutor concentrado na estrada futura.
Toda a gente, todo o ser já foi apanhado.
Não é simples como julgas, mas julga a simplicidade.
Compreende quem ama e quem é amado, deixa qualquer um hipnotizado. Não tem cura.
Acredita em respostas fáceis e foge a situações fáceis.
Convida o imaginável e explica o inderteminável. Não é seguro.
Não exclui ninguém, não critica pecados ou más intenções e sufoca. Não se preocupa com o passado.
Cheira a alma de cada um, e não se mede verdadeiramente.
Pode causar tonturas e náuseas.
Ninguém escapa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

; welcome.


E ela passou mesmo ao meu lado, a beber limonada de um copo de barro, despenteada, um pouco desorientada, à procura do invisível; perdida em meras ilusões, apaixonada pelo inexplicável, mas de certo modo, credível. Tropeçou e apoiou-se no meu braço para não cair e, completamente descontraída, olhou para o meu rosto, riu, e seguiu caminho.

Ele, pelo contrário, (des)concentrado no trabalho, andava de passo acelerado com a mala preta dos documentos e a do portátil nas mãos, e desajeitadamente, tentava alisar a gravata engelhada porque quem passava a ferro era a noiva que tinha levado os miúdos para casa da sogra. Pelo menos foi o que disse ao patrão. Perguntou-me as horas e eu sorri, de boa vontade, e disse que eram duas e um quarto, quando na verdade eram duas e meia. Ele abrandou o passo.

Ele ainda era novo, porém, andava muito despenteado e desmazelado, sujo e malcriado. Bastante alcoolizado pelo seu coração destroçado, e magoado um pouco acima do olho, um corte quase tão profundo como a sua miséria, mesmo entre a pálpebra e a sobrancelha muito grossa. As pessoas, muito principalmente as mulheres e os idosos, olhavam-no com desprezo, e isso era quando não fugiam dele. Não se aproximava das crianças mas olhava-as com ternura. De longe, olhou para mim com olhos de perdão e desatou a chorar, ali, deitado no meio do chão em frente á ótica.

Ela era estudiosa, notava-se. Saía agora da escola, apesar de, na sua cabeça, ainda estar a fazer equações matemáticas. Com os livros debaixo do braço e mochila às costas, olhava para o chão enquanto andava. Pura e simplesmente para não ver as pessoas olhar para ela por ser diferente. Mas por mais que se concentrasse nas tais equações ou na análise morfológica daquela frase, ainda as conseguia ouvir a comentar o seu cabelo apanhado, os seus óculos á secretária ou a camisa apertada até ao último botão. Sem falar nos sapatos á vela.

Ela, ela sim! Uma verdadeira personagem. Pode dizer-se muito sinceramente que não a conhecia mas que ela me conhecia a mim, aliás, melhor do que ninguém. Passava a vida toda a saltar de um lado para o outro, a cantar, e sempre a falar. Tagarela ! De facto, pode denominar-se alguém realmente irritante. Estava sempre, sempre a chatear-me quando fazia alguma coisa de mal. Fazia-me sentir horrivelmente comigo mesma, e eu chorava mas ela não me dava um desconto, nunca. Era a única que me conseguia fazer pedir desculpas, sempre que a situação se tornava mais desagradável. Porém, sempre que fazia uma boa acção, nem que fosse simplesmente dar 5 cêntimos á senhora sentada no chão do metro, ela fazia com que ficasse feliz, todo o dia. Dava-me lições, lições de moral para ser alguém melhor neste mundo, mas fazia-o sem qualquer razão ou recompensa. Nunca a cheguei a entender e não a vejo há uns tempos.

Sim, ela era a mais jovem. Mesmo assim a que eu gostava mais. Saía á noite, todos os dias, fazia o que queria, era mal comportada, saía á rua de saltos de agulha verde fluorescentes e baton vermelho, dançava em qualquer ocasião, sozinha ou acompanhada. Gostava de estar sempre bonita e exagerada. Comia gelados todos os dias e bebia whisky com os cereais, logo pela manhã. Pintava as unhas de cores diferentes e também todas as paredes da cidade. Escrevia nelas o seu nome, muitas vezes com baton. Gostava de se deitar nua no jardim e era livre. Demasiado nova para se preocupar com os otários dos vizinhos.

No entanto havia sempre aqueles lá no meio de uma multidão. O lamechas e o aventureiro. A que estava sempre atenta e a que se ria 24 horas por dia. A que estava sempre a fazer exercício físico e aquele balofo. Uma que não queria lavar os dentes ou tomar banho e a irmã que estava sempre a dormir; tinham uma mãe atenta e cuidadosa. Havia a pequenina, sensual e provocante, o garanhão, o porco e a esquelética. A bruxa mágica. O rico e a pobre. A inocente e a pecadora. A delinquente e a viciada. A apaixonada.

Mas não vou passar a vida a descrever a cidade do meu cérebro.

sábado, 10 de setembro de 2011


Podes já te ter questionado um bilião de vezes quem és tu, ou o que fazes aqui; porque o peixe dourado morreu.
Podes ter feito muito barulho no quarto porque a mãe se zangou contigo ou porque és simplesmente uma menina muito feia.
Podes ter partido aquela jarra porque por mais que te digam que representas bem, e por mais que gostes de o fazer sabes que não és boa nisso. Nunca foste, nunca serás.
Até podes ter pisado a flor cor de rosa do jardim porque eles não acreditam que o que tu vês (ou queres ver) esteja mesmo lá. Mas está.
As escolhas que queres seguir num momento já não as queres seguir no outro, e a explicação deles é sempre a idade e a confusão. Mas tudo o que tu queres é ser livre. De tudo.
Querias usar aquele vestido de renda que te faz parecer uma princesa mas já não te serve e de qualquer maneira eles iam gozar contigo.
Gostavas de ser loira, de olhos verdes e lábios rosados, como aquela da televisão mas sabes que isso não vai acontecer; e quanto mais tentas, pior ficas.
Recusam-se a deixar-te falhar como humana, e insultam a tua maneira de ser.
Não percebes porque é que a tua personalidade tão odiada não muda.
Dizem que tens mais capacidades mas não as usas, mas o que eles não sabem é que tu fazes o que te deixa realmente feliz.
Neste ponto, só sabes falar, confiar, e chorar com o gato.
Fazem escolhas por ti. Planeiam a tua vida, minuto a minuto, desenham um céu azul escuro no tecto do teu quarto e não aceitam que com esta idade tu queiras um arco-íris colorido.
Não consegues evitar fazer ou dizer coisas que ás vezes não deves.
Só deverias saber responder quando são eles a perguntar-te. Quem és tu?
Torna-se mais claro?